Por Adilson Carvalho

Começa hoje 12 de agosto o 50° Festival de Gramado, com cerimônia de abertura a partir das 16 horas. O cinquentenário deste que é um dos maiores eventos culturais de nosso país marca seu retorno ao formato presencial tradicional, incluindo o festejado desfile de astros e estrelas no tapete vermelho, e trazendo um total de 50 filmes entre longas e curtas. Entre os destaques da seleção temos o novo filme de Cristiano Burlan (diretor de “Antes do Fim“), “A Mãe“, sobre uma mãe solo (Marcélia Cartaxo) em busca por seu filho adolescente, desaparecido e tendo que lidar inclusive com traficantes para descobrir a verdade. Já “A Porta ao Lado“, de Julia Rezende (de “Depois a Louca Sou Eu“), conta a história de um casal que começa a questionar o próprio relacionamento depois que conhecem vizinhos que vivem um relacionamento aberto. Outro filme que dialoga com a cruel realidade é “O Pastor e o Guerrilheiro“, de José Eduardo Belmonte (“Alemão“) sobre uma jovem, filha ilegítima de um coronel que comete suicídio, que faz terríveis descobertas sobre o passado dele como um torturador durante o período da ditadura militar no Brasil. O carioca Angelo Defanti (autor de O Caso Evandro), chega pela primeira vez ao festival em estreia na direção de ficção com “O Clube dos Anjos“, adaptado da obra de Luiz Fernando Veríssimo, e que combina culinária e suspense. Entre os documentários temos “Ademã – A Vida e as Notas de Ibrahim Sued“, novo trabalho do documentarista Paulo Henrique Fontenelle (Dossiê Jango, Cassia Eller). O festival segue até dia 20 de agosto, e abaixo você confere a lista dos indicados, cada um em sua categoria:
Longas-metragens brasileiros
“A Mãe”, de Cristiano Burlan
“A Porta ao Lado”, de Julia Rezende
“Marte Um”, de Gabriel Martins
“Noites Alienígenas”, de Sérgio de Carvalho
“O Clube dos Anjos”, de Angelo Defanti
“O Pastor e o Guerrilheiro”, de José Eduardo Belmonte
“Tinnitus”, de Gregório Graziosi

Longas-metragens estrangeiros
“9” (Uruguai/Argentina), de Martín Barrenechea e Nicolás Branca
“Cuando Oscurece” (Argentina/Uruguai), de Néstor Mazzini
“El Camino de Sol” (México), de Claudia Sainte-Luce
“Inmersión” (Chile), de Nicolas Postiglione
“La Boda de Rosa” (Espanha/França), de Iciar Bollain
“La Pampa” (Peru/Chile/Espanha), de Dorian Fernández Moris
“O Último Animal” (Portugal/Brasil), de Leonel Vieira
Longas-metragens gaúchos
“Casa Vazia”, de Giovani Borba
“Campo Grande é o Céu”, de Bruna Giuliatti, Jhonatan Gomes e Sérgio Guidoux
“Despedida”, de Luciana Mazeto e Vinícius Lope
“Don Never Raised – Cachorro Inédito”, de Bruno de Oliveira
“5 Casas”, de Bruno Gularte Barreto
Documentários
“Um Lugar para Chamar de Meu”, de Kelly Cristina Spinelli
“Ademã – A Vida e as Notas de Ibrahim Sued”, de Isabel Sued Perrin e Paulo Henrique Fontenelle
“Elton Medeiros – O Sol Nascerá”, de Pedro Murad
“Eu Nativo”, de Ulisses Rocha
“O Destino Está na Origem”, de Pedro de Castro Guimarães

Curtas-metragens brasileiros
“Benzedeira”, de Pedro Olaia e San Marcelo
“Deus Não Deixa”, de Marçal Vianna
“Fantasma Neon”, de Leonardo Martinelli
“Imã de Geladeira”, de Carolen Meneses e Sidjonathas Araújo
“Mas Eu Não Sou Alguém”, de Gabriel Duarte e Daniel Eduardo
“O Elemento Tinta”, de Luiz Maudonnet e Iuri Salles
“O Fim da Imagem”, de Gil Baroni
“O Pato”, de Antônio Galdino
“Serrão”, de Marcelo Lin
“Socorro”, de Susanna Lira
“Último Domingo”, de Joana Claude e Renan Barbosa Brandão
“Um Tempo pra Mim”, de Paola Mallmann
“Solitude”, de Tami Martins e Aron Miranda
“Tekoha”, de Carlos Adriano
Curtas-metragens gaúchos
“A Diferença entre Mongóis e Mongoloide”, de Jonatas Rubert
“Apenas para Registro”, de Valentina Ritter Hickmann
“Drapo A”, de Alix Georges e Henrique Lahude
“Fagulha”, de Jéssica Menzel e Jp Siliprandi
“Johann e os Imãs de Geladeira”, de Giordano Gio
“O Abraço”, de Gabriel Motta
“Madrugada”, de Leonardo da Rosa e Gianluca Cozza
“Mby’a Nhendu”, de Gerson Karaí Gomes
“Mora”, de Sissi Betina Venturin
“Nação Preta do Sul – O curta”, de Nando Ramoz e Gabriela Barenho
“Nós que Fazemos Girar”, de Lucas Furtado
“Olho por Mim”, de Marcos Contreras
“Perfection”, de Guilherme G. Pacheco
“Possa Poder”, de Victor Di Marco e Márcio Picoli
“Sinal de Alerta Lory F”, de Fredericco Restori
“Sintomático”, de Marina Pessato
“Tudo Parece em Constante Movimento”, de Cristine de Bem e Canto