CCP NA OLDFLIX: O HOMEM QUE SABIA DEMAIS

Por Adilson Carvalho

Um dos maiores filmes da prolífica carreira de Alfred Hithcock é, na verdade, uma refilmagem do próprio mestre do suspense. “O Homem Que Sabia Demais” (1956) O hábil diretor conseguiu utilizar a voz doce de Doris Day e torná-la parte essencial da trama levando para o clímax do filme a canção “Que será será” foi premiada com o Oscar naquele ano. Além disso, a canção atingiu o segundo lugar nas paradas pop dos Estados Unidos. Outro triunfo do filme é a trilha sonora de Bernard Herrmann, na 2ª das nove colaborações com Hitch. Alfred Hitchcock sempre quis fazer um remake de “O Homem Que Sabia Demais” (1936), de sua fase inglesa, mas só retomou a ideia para fazer um filme que cobriria uma demanda contratual da Paramount Pictures. O roteirista John Michael Hayes foi contratado com a condição de que não assistisse à versão original. Somente as cenas de abertura do script estavam prontas quando as filmagens começaram, e Hayes teve que enviar por via aérea as páginas subsequentes do roteiro, conforme ele as ia finalizando.

Doris Day recebendo instruções de Hithcock

O Dr. Benjamin “Ben” McKenna (James Stewart), sua esposa, a popular cantora Jo McKenna (Doris Day) e seu filho Henry “Hank” McKenna (Christopher Olsen), estão de férias no Marrocos. Em sua viagem de Casablanca para Marraquexe, eles conhecem o francês Louis Bernard (Daniel Gélin), que sem que eles saibam é um agente do governo. Pouco depois, um homem é esfaqueado em uma feira marroquina que se revela sendo na verdade o próprio. Antes de morrer, ele sussurra alguma coisa no ouvido do Dr. McKenna. Para forçá-lo a nada revelar, já que se trata de uma trama conspiratória, o filho dele é sequestrado. Começa uma corrida contra o tempo, para salvar o pequeno Hank e evitar em assassinato de implicações internacionais.

O filme original

O filme foi um sucesso comercial, estreando no Festival de Cannes em 29 de abril de 1956. Filmado com um orçamento de US$ 1,2 milhão, o filme arrecadou US$ 11.333.333 nas bilheterias americanas. Em 2004, o American Film Institute incluiu a música “Que Sera, Sera (Whatever Will Be, Will Be)” na posição 48 em sua lista 100 Anos… 100 Canções. Em entrevista para o livro Hitchcock/Truffaut (1967), em resposta à afirmação do cineasta François Truffaut de que certos aspectos da refilmagem eram de longe superiores ao original, Hitchcock respondeu: “Vamos dizer que a primeira versão é o trabalho de um talentoso amador e a segunda foi feita por um profissional“. Sem dúvida, uma refilmagem muito superior e uma amostra do talento de Alfred Hitchcock de se conectar com as plateias. (Disponível a partir de 19 de agosto na Oldflix).

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