Morre Mylène Demongeot, um dos símbolos sexuais dos anos de 1960 e 70, aos 87 anos.

Por Equipe CCP.

 A atriz francesa Mylène Demongeot, estrela que protagonizou vários filmes europeus ao lado de nomes consagrados da Sétima Arte, como Alain Delon, Jean Marais, David Niven e entre outros, morreu ontem aos 87 anos, após uma carreira de sete décadas. O anúncio foi feito pela assessoria de imprensa da atriz à AFP. Mylène faleceu em um hospital de Paris, segundo sua porta-voz, e a atriz já tratava de um câncer peritoneal.

COM DAVID NIVEN E JEAN SEBERG, MYLENE DEMONGEOT EM “BOM DIA TRISTEZA”, DE OTTO PREMINGER.

Comparada a sua colega, a também francesa Brigitte Bardot, Demongeot encontrou seu lugar na era de ouro do cinema francês como um dos grandes símbolos sexuais de seu tempo,  em filmes como “As Virgens de Salem” (1957), dirigido por Raymond Rouleau, e “Basta Ser Bonita” (1958), de Marc Allégret. Mas foi mundialmente notada como uma das protagonistas da adaptação para o cinema do romance “Bom Dia, Tristeza” (1958), estrelado por  David Niven, Deborah Kerr e Jean Seberg e dirigido por Otto Preminger.

Nascida em 29 de setembro de 1935, em Nice, na França, e sendo filha de pai italiano e mãe ucraniana, Demongeot teve sucesso ao cruzar a fronteira e filmar na Itália, onde foi destaque no épico “O Gigante de Maratona” (1959), um dos primeiros superespectáculos a inaugurar o cinema épico Sandálias & Espadas conhecido como Peplum, ao lado de uma lenda do gênero, o fisiculturista norte-americano Steve Reeves (1926-2000).

COM STEVE REEVES EM “O GIGANTE DA MARATONA”, EM 1960.

Ainda filmou na Inglaterra “A História de Um Homem Mau” (1961) com Dick Bogarde e John Mills. Pouco depois, voltou a terra natal para filmar “Os Três Mosqueteiros” (1961), de Bernard Borderie, adaptação francesa do romance clássico de Alexandre Dumas (1802-1870) e pouco lembrada do cinema, com Mylène no papel da famigerada vilã Milady de Winter. Em 1964, estrelou com Jeffrey Hunter e Massimo Girotti  “Ouro para os Césares”, filme que encerrou a moda dos filmes peplum.

COM DICK BOGARD EM “A HISTÓRIA DE UM HOMEM MAU”
COM JEFFREY HUNTER EM “OURO PARA OS CÉSARES”

Em 1968, casou-se com o diretor Marc Simenon, filho do escritor Georges Simenon, com quem passou a produzir filmes. A atriz ainda continuou ativa por muito tempo, e seu último trabalho no cinema ainda ocorreu neste ano de 2022 no filme francês “Maison de Retraite”, de Thomas Gilou, com Gerard Depardieu.

MYLÈNE DEMONGEOT EM 2022

Myléne Demongeot foi uma atriz comprometida, sensível, em especial com a defesa da casa animal e ecológica e o direito a morrer com dignidade“, afirmou um comunicado de sua família.

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