ESTREIAS DA SEMANA NO CINEMA 16 DE FEVEREIRO

Por Adilson Carvalho

HOMEM FORMIGA E VESPA: QUANTUMANIA

Scott Lang (Paull Rudd), Hope Van Dyne (Evangeline Lily), Hank Pym (Michael Douglas) e Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer) são sugados para o Reino Quântico, justamente quando Scott procura ter mais convivio com sua filha Cassie (Kathryn Newton), agora já uma adolscente. Neste microverso habitado por criaturas estranhas o grupo entra em contato com o vilanesco Kang (Jonathan Majors) que se revela uma ameaça maior do que eles achavam possível. Peyton volta pela terceira vez à direção com os personagens Marvel carregando a responsabilidade de dar o pontapé inicial para a nova fase do MCU, já que Kang (Majors) vem ocupar o espaço deixado por Thanos (Josh Brolin) como a maior ameaça já enfrentada pelos heróis. Depois de aparecer como uma versão alternativa de Kang na série Loki (2019), o vilão se mostra disposto a sacudir o MCU com seus planos de conquista. 31° filme da Marvel, o terceiro filme solo do Homem Formiga repete a fórmula criada por Kevin Fiege sem ousadias, mas dá espaço ao ótimo Jonathan Majors de se mostrar desafiador e ameaçador em um nível muito diferente de Thanos (Brolin) e se não torna o filme perfeito, ao menos faz dele uma boa promessa a se desenvolver nos filmes que levarão ao anunciado Vingadores 5, prometido para breve.

CASAMENTO EM FAMÍLIA

Sempre curiosa a história que nos leva a refletir com humor sobre relacioanmentos, casameto e famílias. Assim temos o romance de Michelle (Emma Roberts, a sobrinha talentosa de Julia Roberts) e Allen (Luke Bracey) que chega ao ponto em que é hora dos pais se conhecerem finalmente. Mas, uma vez cara a cara, o jantar sai do controle quando os pais percebem que cada cônjuge dorme com o outro. Ao tentarem esconder dos filhos os seus casos extraconjugais, as suas artimanhas transformam a noite num caos cómico. Comédia romântica escrita e dirigida por Michael Jacobs com elenco de peso trazendo os veteranos Richard Gere, Susan Sarandon, Diane Keaton e William H. Macy.

TRIÂNGULO DA TRISTEZA

Um cruzeiro para os super-ricos afunda, deixando os sobreviventes, incluindo um casal de celebridades, presos em uma ilha. Indicado para três Oscars esse ano (Melhor filme, melhor diretor para o sueco Ruben Ostland e melhor roteiro original), o filme faz uma análise irônica ao mundo moderno e às relações sociais, criticando o sentimento da elite que se coloca acima das preocupações mundanas a que todos estamos expostos independente da classe social ou da relação de trabalho. O título é o nome dado à região entre as sobrancelhas, também chamado de gleba, que franze quando expressamos nervosismo ou preocupação. Assim, a ilha funciona como um laboratório dessas relações, um placo em que o conflito interno e externo aos personagens despertarão inquietações que tocam a todos nós.

O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA

Relançamento do clássico que inspirou o gênero slasher, dirigido por Tobe Hooper (1943-2017) , que também assina o roteiro ao lado de Kim Henkel para comemorar os 50 anos de sua filmagem. O longa-metragem gerou uma série de sequências, imitações e refilmagem, mas nenhuma com o toque criativo e assustador impresso por Hopper e que conquistou admiradores como Quentin Tarantino. A história mostra cinco jovens, que no caminho para visitar o túmulo de seu avô se perdem e se deparam com uma família de canibais. Os psicopatas atacam os forasteiros utilizando uma variedade de métodos brutais e sádicos. Vencedor do Festival de Filmes Fantásticos de Alvoriaz, o filme fez de Gunnar Hansen (1947-2015), intérprete de Leatherface, uma figura pop e revistado a cada Halloween, com sua máscara feita de pele humana e empunhando uma serra elétrica. Não voltado para os que tem estômago fraco, o filme ainda impacta com sua brutalidade e com a habilidade de Hopper, que anos depois viria a dirigir Poltergeist (1982) para Steven Spielberg, para compensar um orçamento pífio com uma câmera nervosa e gritos que ecoam há meio século de terror.

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