LOUCURAS DE MEL BROOKS: DRÁCULA, MORTO MAS FELIZ

Por Adilson Carvalho

Encerrando a sequência de matérias sobre os filmes de Mel Brooks, vamos direto para a Transilvânia e a versão cômica do clássico Drácula, que três anos antes tinha sido adaptado por Francis Ford Coppola no excelente Drácula de Bram Stoker (1992). Mel Brooks chamou para isso Leslie Nielsen (1926-2010), que estrelou uma série de paródias bem sucedidas, começando com Corra que a Polícia vem aí (1988). O advogado Renfield (Peter MacNichol) vai à Transilvânia para encontrar-se com o Conde Drácula (Leslie Nielsen), por quem é hipnotizado, passando a obedecer as suas ordens. O plano do vampiro é ir a Londres em busca de sangue novo, mas o Dr. Van Helsing (Mel Brooks) faz de tudo para detê-lo. Na época cogitou-se fazer o filme em preto e branco, assim como O Jovem Frankentein em 1974, mas o co-roteirista Steve Haberman ressaltou para Mel que Drácula tinha várias adaptações a cores extremamente respeitosas, principalmente as versões da Hammer com Sir Christopher Lee (1922-2015). Nos diálogos, o roteiro reproduziu várias falas presentes no filme de 1031, estrelado por Bela Lugosi (1882-1956). Apesar de tudo, o filme foi um fracasso de bilheteria na época acumulando apenas US$ 10 milhões, para um orçamento de US$ 30 milhões. Foi o último filme dirigido por Mel, e também sua última vez contracenando com sua esposa Anne Bancroft (1931-2005). que faz aqui o papel da cigana Madame Ouspenskaya. Leslie Nielsen estava com 68 anos quando fez o filme, que quase perdeu o papel para Kelsey Grammer, da série Frasier, inicialmente escalado para o papel. Revisto hoje, o filme pode não ser o melhor de Mel Brooks, mas consegue ter boas sacadas de humor. Depois de Drácula, Morto Mas FelizMel Brooks passaria a se dedicar mais à atuação, emprestando sua voz para personagens animados como o ranzinza Vlad, da franquia Hotel Transilvânia (2012-2022), a partir do segundo longa animado, além de aparições em séries de TV. Seu legado de humor. no entanto, e conjunto de obra, são inegáveis e uma cartilha para uma nova geração seguir.

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