Por Adilson Carvalho

Tem filmes que tentam se destacar criando uma premissa única, quase como se fossem “filmes de uma cena só” pois se limitam a mostar personagens em situações esdrúxulas e se focar nos aspectos psicológicos destes. Alguns conseguem de fato ser muito bons, mas não é o caso de A Queda (The Fall). No filme, as melhores amigas Becky (Grace Fulton) e Hunter (Virginia Gardner) gostam de vencer medos e ultrapassar limites. No entanto, depois de subir 600 metros até o topo de uma torre de rádio remota e abandonada, elas acabam presas lá em cima. Agora, suas habilidades de escalada são colocadas à prova enquanto lutam desesperadamente para sobreviver aos elementos, a falta de suprimentos e a altura vertiginosa. Para alcançar o efeito realista da escalada mortal de Becky e Hunter, os produtores construíram uma torre de 30 metros no alto de uma montanha para criar a ilusão de elas estavam a milhares de metros acima do solo. A torre não existe na vida real mas foi inspirada na torre da rádio KXTV/KOVR em Walnut Grove, na Califórnia. Neste aspecto técnico o diretor Scott Mann (O Sequestro do ônibus 657) consegue ser angustiante, dando a sensação constante de vertigem à medida que as desafortunadas protagonistas se machucam, ficam sem sinal de celular, conversam seus segredos íntimos, lutal com abutres e arriscam suas vidas em troca de adrenalina. Mas o roteiro que deveria conduzir essa subida é raso e cheios de clichês que tornam o final tão previsível que mesmo a tentativa de um plot twist no final acaba perdendo o impacto. O filme está disponível nas Prime Video.
