Por Adilson Carvalho

A partir de 2009, no quarto filme Velozes & Furiosos 4 (Fast & Furious), a dinâmica do filme muda o tom fazendo dos modernos robin hoods uma grande família, com o acréscimo da personagem Gisele, estreia da atriz Gal Gadot, a Mulher Maravilha. Outra mudança é o que o personagem Brian O’Conner (Paul Walker) retoma sua vida no FBI no começo do filme, só para no final se juntar à família de Toretto, assumindo uma vida ao lado de Mia (Jordana Brewster). A bilheteria milionária aponta novas sequências, e os salários de Diesel e Walker os torna estrelas dos blockbusters hollywoodianos. Mas, com a morte da personagem Letty (Michelle Rodriguez) e com o personagem de Walker definitivamente do lado dos foras-da-lei, seria necessário reabastecer para seguir adiante. O filme conseguiu fazer cerca de US$ 72,5 milhões de bilheteria, superando O Mundo Perdido: Jurassic Park (1997) como a melhor abertura do estúdio da Universal. Em ordem cronológica, o quarto filme segue direto os eventos do segundo, ignorando Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (2006), e superando a bilheteria deste já na primeira semana.

Com Brian (Walker) se juntando definitivamente à família Toretto no quarto filme, o papel de perseguidor implacável ficou com o agente Luke Hobbs, adesão do popular Dwayne Johnson como o agente do F.B.I. De acordo com Vin Diesel, o papel foi pensado para Tommy Lee Jones (O Fugitivo), mas uma fã chamada Jan Kelly teria sugerido o nome de Johnson e com o ator português Joaquim de Almeida (O Xangô de Baker Street) para a função de vilão. O filme em questão Velozes & Furiosos 5: Operação Rio (Fast Five), primeiro filme da franquia rodado em IMAX, trouxe as filmagens para o Brasil com locações no Morro Dona Morta e Copacabana. Contudo, a cena de perseguição final foi filmada em Puerto Rico se passando por Rio de janeiro para baratear os custos, o que eliminou uma sequência inicialmente prevista de perseguição na Ponte Rio Niteroi. Outra personagem nova importante para a franquia é a policial Elena (Elsa Pataki), que se envolve romanticamente com Toretto, que sofre pela morte de Letty (Rodriguez) no filme anterior. São os eventos desse filme que fluem a narrativa, conduzindo até Velozes & Furiosos 10 (2023).

Se desde o início, as peripécias sobre rodas já eram irreais, a partir daqui elas passam a dar inveja nas proezas mais mentirosas de um filme de 007. Carros voam, cofres são arrastados pelas ruas entre outras inverossimilhanças, faltando só os carros falarem como no seriado A Super Máquina. Com aprovação de 78% do Rotten Tomatoes, seria lógico prever que a franquia aceleraria em velocidade turbo, com Diesel passando ao cargo de produtor executivo dos filmes, e resgatando a personagem Letty (Michelle Rodriguez), que ressurge miraculosamente viva e desmemoriada, fazendo parte do bando de Owen Shaw (Luke Evans) em Velozes & Furiosos 6 (Furious 6) de 2010, também dirigido por Justin Lin. No filme, por três vezes o agente Hobbs (Dwayne Johnson) vira piada sendo chamado de super herói da Marvel, uma das quais sendo chamado de Thor, o personagem vivido nas telas por Chris Hemsworth, marido na vida real da atriz Elena Pataki, a Elena. A cena pós crédito com a morte de Han (Sung Kang) já havia sido feito para Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (2006), remontada para a inclusão de Jason Statham, assumindo o papel de antagonista da família Toretto para o filme seguinte.
No próximo artigo vamos lembrar dos filmes 7, 8 e 9.