PRELO & PELÍCULA: LIVROS DE AGATHA CHRISTIE QUE PODERIAM SER ADAPTADOS

Por Adilson Carvalho

A escritora Agatha Mary Clarissa Christie (1890-1976) é um best-seller, uma das autoras mais lidas do mundo e a “Rainha do Crime“, por suas histórias de mistério que criaram um estilo, o “whodunit“, um crime cercado de potenciais suspeitos e um detetive implacável em seu faro para elucidar o caso. Seu nome só fica atrás de Shakespeare e da Bíblia em ternos de vendas e popularidade. Depois de Kenneth Branagh emplacar as adaptações de “Assassinato no Expresso do Oriente” (2017) e “Morte no Nilo” (2022), vamos sugerir outros livros de Dame Agatha que poderiam ser adaptados em grandes sucessos nas telas, além de serem ótimas sugestões de leitura. Lembrando que a autora escreveu muito mais do que as aventuras de Hercule Poirot. Aqui algumas delas:

#1. “E Não Sobrou Nenhum” (Ten Little Niggers (GB) / And Then There Were Noone (U.S.A). Publicado em 1939, a história traz dez convidados – aparentemente sem conexão entre si – para um fim de semana em uma ilha, isolada por uma tempestade, que são gradativamente e cruelmente mortos. Uma voz misteriosa vinda de um gramafone colocado junto à parede de uma sala contígua faz sérias acusações contra os dez. Um a um é eliminado em meio à suspeita de que entre eles há um assassino. O título do livro, inicialmente chamado de “O Caso dos Dez Negrinhos” no Brasil, é uma adaptação de uma antiga canção folclórica inglesa com cada verso indicando como a próxima vítima cairá. Com mais de 100 milhões de cópias vendidas, é um dos livros mais vendidos de todos os tempos, já adaptado ao cinema em 1945, 1974 e mais recentemente em uma minissérie da BBC em 2005. Foi esse livro que serviu de inspiração para o filme “Identidade” (2003) de James Mangold.

#2. “O Inimigo Secreto” (The Secret Adversary). Publicado em 1922, apresenta o casal de jovens Tommy e Tuppence, amigos de infância, que desvendam uma conspiração governamental que remonta fatos ocorridos durante a Primeira Guerra. Sua investigação os coloca na mira do misterioso Mr.Brown, que está sempre um passo à sua frente. O casal volta a aparecer em três outros romances e em uma coleção de contos, em cada um os personagens envelhecem em tempo real. Foi o primeiro livro de Agatha Christie adaptado para a televisão, ainda em 1928. Uma nova adaptação foi feita em 1983 também para a Tv britânica. A história tem um ritmo ideal para uma nova adaptação, além de ter chances de ser continuado como uma franquia com os demais livros protagonziados por Tommy e Tuppence.

#3. “A Testemunha Ocular do Crime“. (4.50 From Paddington). Publicado em 1957, e centrado em Miss Marple, protagonista de 14 livros de Agatha. Miss Marple é é uma senhora solteirona que atua como detetive amadora graças à seu profundo conhecimento da natureza humana. Junto com Poirot, é uma das mais famosas e amadas personagens de Christie. A história já foi adaptada para o cinema em 1961, entitulado “Murder, she said” e com a excelente Margareth Rutheford (1892-1972) dando vida à abelhuda velhinha. Joan Hickson (1906-1998) desempenhou o mesmo papel em uma adaptação da BBC em 1987. Durante uma viagem de trem, uma mulher vê uma mulher sendo estrangulada, no instante em que o veículo diminui a velocidade. Somente Miss Marple acredita em sua história, uma vez que não parece haver qualquer evidência de transgressão ou delito. Então, inicia -se uma caça ao assassino e à prova do crime, o corpo que foi escondido. Em 2011, houve uma quase adaptação das aventuras de Miss Marple vivida pela atriz Jennifer Garner (De Repente 30), mas o projeto não foi adiante.

#4. O Detetive Parker Pyne (Parker Pyne Investigates). Publicado em dois livros, de 1934 e 1939, Parker Pyne possui uma personalidade muito diferente de Poirot e Mrs.Marple. Empregado aposentado do governo, ele se define como “o detetive do coração”. De fato, seu interesse é pela felicidade alheia, tanto que nos anúncios que coloca nos jornais, ele pergunta: Você é feliz? Se não for, procure Mr. Parker Pyne, no nº. 17 da Rua Richmond. Uma coisa interessante é que ele estabelece o preço dos seus préstimos de um modo completamente subjetivo: segundo as possibilidades e a motivação do cliente. Menos conhecido no Agathaverso, o personagem poderia render uma interessante série com cada um dos contos escritos pela rainha do crime.

#5. A Ratoeira (The Mousetrap). Em 1952, estreou no mundo do teatro com a peça A Ratoeira, que também entrou para o mundo dos recordes como a peça exibida pelo maior tempo da história, sendo encenada de 1952 até hoje. Foram mais de 25000 apresentações. Baseada num caso real, a morte de um menino de doze anos por maus tratos de seus tutores. A autora adaptou a história da peça em um de seus contos, mas pediu que este não fosse publicado enquanto a peça estivesse sendo encenada no Wes End Londrino, permanecendo inédito na Grã Bretanha. Contudo, foi publicada nos Estados Unidos em 1950 junto com outros contos entitulado “Three Blind Mice and Other Histories”. A história é de um grupo de pessoas encontra-se isolado num hotel, devido a uma tempestade de neve, quando uma das hóspedes é assassinada.

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