CLÁSSICO REVISITADO: LOVE STORY

Por Adilson Carvalho

Ryan O’Neal e Ali MacGraw em 1970 e no reencontro 40 anos depois

A morte de Ryan O’Neal (1941-2023) na última sexta (08/12) deixou lágrimas em seus fãs, e lágrimas foram parte do papel mais icônico do ator, que aos 29 anos viveu uma das histórias mais românticas do cinema em Love Story – Uma História de Amor (1970), dirigido por Arthur Hiller, adaptado do best seller de Erich Segal. Oliver Barrett IV (O’Neal) é um estudante de direito de Harvard que conhece Jenny Cavilleri (Ali MacGraw), uma aluna de música de Radcliffe, filha de um pobre padeiro (John Marley). É amor à primeira vista, e eles decidem se casar. No entanto, o pai de Oliver (Ray Milland), um multimilionário, não aceita tal união e deserda o filho. Jenny não consegue engravidar e descobre que está muito doente. O filme se tornou extremamente popular no início da década de 70, principalmente pela melosa trilha sonora de Francis Lai, que conquistou o Oscar de melhor música daquele ano. O elenco ainda traz Tommy Lee Jones (Homens de Preto) em início de carreira. O filme arrecadou cerca de US$ 50 milhões de dólares só no mercado norte americano, e ainda rendeu uma continuação A História de Oliver, realizada 8 anos depois com Ryan O’Neal e Ray Milland repetindo seus papeis, e com Candice Bergen no elenco.

Revisto hoje o filme mantem sua aura romântica, típico das produções do gênero na época com um casal romântico cheio de virtudes, e uma figura vilanesca representada pelo pai de Oliver, capitalista cruel, que não admite o envolvimento de seu filho com uma jovem de classe trabalhadora, tudo bem ao sabor de Romeu & Julieta, com direito a tragédia e a frases clichê “Amar é nunca ter que pedir perdão“, que um ano depois foi parodiada em Essa Pequena é uma Parada (What’s Up Doc?) pelo próprio Ryan O’Neal, que diz “Que frase ridícula!” para Barbra Streisand. Comparado talvez hoje aos romances lacrimejantes de John Green e Nicholas Sparks, o filme de Arthur Hiller guarda belíssimas cenas na neve de Nova York com Ryan O’Neal e Ali MacGraw personificando a essência dos amantes que serão separados pela tragédia, e que por isso mesmo entram para a galeria dos amores mais emocionantes das telas.

Deixe um comentário