BATMAN DAY HQ | A SAGA DE RA’S AL GHUL

Por Adilson Carvalho

Muito antes da era Frank Miller, o Homem Morcego foi renovado para o público quando a dupla Denny O`Neill é Neal Adams assumiu respectivamente os roteiros e os desenhos do personagem. Era a virada dos anos 60 para os anos 70 e eles trataram de desvincular o herói de sua imagem cómica criada pelo clássico seriado estrelado por Adam West e Burt Ward. O’Neil e Adams restauraram a figura misteriosa e sisuda do herói, usaram e abusaram de seus embates físicos mas explorando o lado investigativo e detetivesco. Vieram afinal a criar um dos maiores vilões a enfrentar Batman, o genocida Ra’s Al Ghul inserido na continuidade a partir da edição # 232 da revista Batman, em junho de 1971. O  personagem, cujo nome significa “Cabeça do Demônio” em árabe,  é o líder da Liga das Sombras, uma organização criminosa internacional, e pai de Talia al Ghul, que conquistou o coração do Batman e lhe daria muitos anos mais tarde um filho, Damian. 

A primeira aparição do vilão foi em Batman #232 (Junho de 1971), publicado no Brasil pela primeira vez em Batman Bi #15 (Editora Ebal), vindo a ser republicado em Batman – 1° Série #5 (Editora Abril) além de edições encadernadas da Panini e da Eaglemoss. O impacto de Ra’s Al Ghul nas histórias do Batman foi inegável. Não apenas era um vilão de intelecto superior, de grandes recursos, mas também alguém que sabia da identidade secreta do Homem Morcego, mas que não queria revela-la. Al Ghul queria a princípio convencer Bruce Wayne a se juntar a ele em seus planos nefastos que sempre visam a eugenia e a morte dos desfavorecidos como forma de controle populacional e purificação do mundo. O fato de Talia, sua filha, ser apaixonada por Bruce também pesava nos duelos entre o vilão e o “detetive” de Gotham. A arte de Neal Adams foi essencial para cada quadrinho desenvolver a história com ritmo cinematográfico envolvendo ao leitor que ganha um dos melhores arcos já escritos com o Cavaleiro das Trevas, e fazendo de Ra-s Al Ghul seu Nemesis perfeito.

Deixe um comentário