OFF-TOPIC : RELICÁRIOS DA RÁDIO VINTAGE | JOSÉ GIL AVILÉ

Por Sérgio Cortêz

Releitura dos artigos publicados no site da extinta Rádio Vintage

Relembrando Grandes Nomes do Rádio: José Gil Avilé

Primeiro repórter policial da Rádio Bandeirantes, José Gil Avilé – ou simplesmente Beija-Flor, alcunha que o marcou ao longo de sua carreira – iniciou suas atividades jornalísticas em 1952 na filial do jornal Última Hora, em São Paulo. Ganhou destaque no rádio a partir de 1963, na própria Rádio Bandeirantes, emissora na qual permaneceu até 1978, quando se transferiu para a Rádio Tupi.

Dono de uma dicção precisa e de habilidosa prosódia, Beija-Flor labutou como locutor noticiarista com diversas incursões ao longo da programação, atualizando os ouvintes em relação às ocorrências policiais, marcadamente na capital paulista. Bem-humorado, criou expressões – algumas delas usadas até hoje – como “sujeito encardido”, “picareta”, “ver o sol nascer quadrado”, “comer capim pela raiz”, “casa amarela” (referência a presídio), “tomar café de canequinha”, além de seu inconfundível bordão, “Beija-Flor, alô gente, polícia chamando”.

No auge de sua carreira, José Gil Avilé chegou a realizar uma pesquisa sobre gírias e expressões populares, com a intenção de montar um dicionário – projeto que não teve a chance de concluir. Beija-Flor faleceu a 16 de maio de 1980, aos 50 anos de idade, após sofrer um ataque cardíaco causado por complicações relacionadas a um enfisema pulmonar.

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