Por Adilson Carvalho

Não houve não houve quem, nos anos 70 e 80, não tivesse dançado ao som dos Bee Gees e tentado imitar os passos de John Travolta, ator, cantor e piloto norte-americano que marcou toda uma geração seja em Os Embalos de Sábado à Noite (1977) ou ao lado de Olivia Newton-John no igualmente clássico Grease – Nos Tempos da Brilhantina (1978). Nascido em 18 de fevereiro de 1954, hoje completa 71 anos, oportunidade de conferirmos curiosidades de sua vida e carreira. Seu pai, Salvatore “Sam” Travolta, era um jogador de futebol americano semiprofissional que virou vendedor de pneus e sócio de uma empresa de pneus. Sua mãe, Helen Cecilia, era uma atriz e cantora que fez parte do The Sunshine Sisters, um grupo vocal de rádio, e atuou e dirigiu antes de se tornar uma professora de teatro e inglês no ensino médio. Seus irmãos Joey, Ellen, Ann, Margaret e Sam também se tornaram atores.
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Sua estreia como ator se deu aos 14 anos, na cidade de Nova Jersey, onde crescera, na encenação teatral de Bye Bye Birdie (1968). Ao trocar sua cidade por Nova York, teve passagem pela Broadway e pela TV, chamando a atenção aos 22 anos no papel de um valentão no filme Carrie – A Estranha (1976), e no mesmo ano estrelou no telefilme O Rapaz na Bolha de Plástico, alcançando uma popularidade meteórica, intensificado pelo papel de Danny Zucco em Grease – Nos Tempos da Brilhantina, sucesso tanto de crítica quanto comercial, sendo o filme de maior bilheteria em 1978. Sua trilha sonora vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo, tornando-se um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos. Seu papel de Tony Manero em Os Embalos de Sábado à Noite (1977) lhe deu sua primeira indicação ao Oscar de melhor ator, e Travolta foi comparado a Fred Astaire. Seis anos depois Travolta repetiu o papel em Os Embalos de Sábado Continuam (1983), dirigido por Sylvester Stallone. Sua vida amorosa sofreria vários revezes. Durante as filmagens de O Rapaz da Bolha de Plástico (1976), ele se apaixonou por Diana Hyland, 18 anos mais velha que ele. Ela morreu de câncer de mama aos 41 anos, nos braços dele, em 1977. Coincidentemente, em 2020, sua futura esposa, Kelly Preston, mãe de seus três filhos, também morreu de câncer de mama.

Depois de um longo período recusando bons papeis como o de Gilolô Americano (1980) e A Força do Destino (1982), que foram para Richard Gere, e Splash – Uma Sereia em Minha Vida (1984), que foi para Tom Hanks , quando sua carreira declinou, Travolta teve dois retornos ao estrelato. Primeiro com a comédia Olha Quem Está Falando (1989) ao lado de Kirstie Alley, que ganhou duas sequências (1990 e 1993), mas seguido de mais um período sem prestígio no qual também recusou Forrest Gump – O Contador de Histórias (1994) e Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo (1995), ambos indo para Tom Hanks novamente. Quando Michael Madsen não pode aceitar o convite de Quentin Tarantino para fazer Pulp Fiction – Tempo de Violência (1994), Travolta ficou em seu lugar como o pistoleiro Vincent Vega, papel que lhe rendeu sua segunda indicação ao Oscar.

Reinventado à luz do público para toda uma nova geração de fãs, Travolta teve papéis maravilhosos como O Nome do Jogo (1995), Fenômeno (1996), A Outra Face (1997), A Qualquer Preço (1998) e A Filha do General (1999), engatando um trabalho após o outro. O único porém nessa fase vitoriosa de sua carreira foi o insosso A Reconquista (2000), adaptado do livro de L. Ron Hubbard, o criador da Cientologia, religião que abraçou. Por esse papel Travolta recebeu o Framboesa de Ouro de pior ator do ano. Viveu um vilão caricato demais em O Justiçeiro (2004) da Marvel, mas deu a volta por cima se vestindo de mulher para o papel central do musical Hairspray (2007). Com esse papel ganhou o Broadcast Film Critics Association Award de melhor elenco, prêmio do Festival de Cinema de Hollywood de elenco do ano, prêmio do Festival de Cinema de Hollywood de ator coadjuvante do ano, Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante – longa-metragem, prêmio do Festival Internacional de Cinema de Palm Springs de melhor elenco e Screen Actors Guild Award de performance de destaque por elenco em longa-metragem. Sua carreira continua com rumores de uma sequência de A Outra Face, mais uma vez dividindo a cena com Nicolas Cage. Ainda veremos muito desse ótimo ator, sem dúvida.