Adilson Carvalho

Dean Cain, intérprete do Superman na série Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman (1993/1997) criticou a postura do novo Superman, de James Gunn. Em sua opinião, o personagem não deveria ser retratado como um imigrante que veio de outro lugar e assume uma atitude “woke“. O termo originalmente foi usado para descrever uma atitude de defesa de causas sociais em prol dos desfavorecidos, mas também é usado para designar pejorativamente alguém que defende causas sociais. Em entrevista ao TMZ, Cain ponderou: “Até que ponto Hollywood vai transformar esse personagem? O quanto a Disney vai mudar sua Branca de Neve? Por que eles vão mudar esses personagens [para] existir para a época?” A questão é que Cain não percebeu que a essência do super herói é exatamente essa desde sua criação em 1938. Criado por dois adolescentes judeus de Cleveland, Jerry Siegel e Joe Shuster, ele foi uma criança da Grande Depressão, defendendo os pequenos, lutando contra os nazistas (bem como contra políticos corruptos, proprietários de terras desonestos e sabotadores de guerra). De muitas maneiras, ele representava a fantasia definitiva do imigrante: assimilado, adorado e poderoso o suficiente para lutar contra a injustiça. Dean Cain, atualmente com 58 anos, sempre assumiu uma postura política conservadora, tendo votado em Donald Trump e endorsando a extrema direita.