DEPOIS DE O PRIMATA O DIRETOR JOHANNES ROBERTS VOLTA À FRANQUIA MEDO PROFUNDO

Adilson Carvalho

Não consigo imaginar nada mais assustador do que um chimpanzé raivoso”, diz Johannes Roberts, roteirista e diretor de Medo Profundo (47 Meters Down, 2017) explicando como o formidável Pan troglodytes acabou entrando em seu mais novo filme de criaturas. Mas, conforme explicado em uma entrevista à renomada revista SFX, O Primata (Primate) começou com um antagonista completamente diferente. “Minha mãe tinha uma piscina e seu cachorro corria loucamente ao redor dela, latindo. Eu pensei: ‘Sabe de uma coisa? Isso dá uma ideia. E se o cachorro tivesse raiva e a piscina não tivesse uma parte rasa e você não conseguisse sair?’”, explica Roberts. “Então, inicialmente, escrevemos isso com um cachorro. Era minha carta de amor para [o filme de 1983 de Stephen King] Cujo”, ele continua. “Mas então pensamos: ‘Temos que dar a isso algo mais, algo diferente. O que é mais assustador do que um cachorro?’” Entra Ben. Este chimpanzé que rouba a cena é rápido, calculista e, como prova uma interação com um auxiliar de comunicação, ele tem um senso de humor travesso para completar. “Ele é realmente um merda!”, Roberts ri. “Ele é malvado… ele é como Freddy Krueger. É aí que a diversão para mim realmente começa. Ele tem uma personalidade – ele é simplesmente aterrorizante.” filme começa com um Ben saudável residindo em um recinto fora da casa de seu dono, Adam (Troy Kotsur), no Havaí. Mas logo após a chegada da filha de Adam, Lucy (Johnny Sequoyah), e seus amigos da faculdade para uma fuga, ele é mordido por um animal selvagem e contrai raiva. A exposição à água da piscina só piora seu estado, levando o chimpanzé a um frenesi violento enquanto ele se volta contra o grupo – prendendo alguns na piscina e perseguindo outros pela casa. Chamando o filme de “extremamente intenso, às vezes engraçado e às vezes chocante”, Roberts observa que seu lançamento chega 15 anos depois que ele escreveu a versão original protagonizada por cães. “Parece uma jornada tão estranha”, ele ri. “Estou muito feliz por ter feito um filme que nunca pensei que conseguiria fazer – puramente prático. Fazer uma referência a Cujo e John Carpenter, mas também para a Paramount, é tipo, ‘Oh, cara’. Quando criança, esse era o meu sonho.” Quando conversamos, Roberts também está ansioso pelo lançamento no final do verão do terceiro capítulo da franquia Medo Profundo (47 Meters Down), subtitulado The Wreck (Traduzido seria ‘Naufrágio’ mas ainda sem versão oficial em Português), que ele coescreveu e produziu. “Eu me envolvi muito com ele e vai ficar muito legal”, ele diz entusiasmado. “É como uma casa mal-assombrada com um tubarão em um naufrágio subaquático. Estou muito ansioso para que as pessoas vejam esse filme.

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