Poema de Sérgio Cortêz
“Niemeyer No Meier”

Concreto armado que se arma de mesmices
mesmas paredes, pinturas e grafites,
colunas de cores carcomidas e comuns
que conduzem meus passos a lugar nenhum.
*
Asfalto rachado em ponto de fervura:
mesmas esquinas, vielas e feiuras.
Vou vencendo tais distâncias com passos apressados
deixando para trás os espaços enlatados.
*
No Méier não há Niemeyer,
Niemeyer não foi ao Méier.
Fino trato de seu traço
que primava de bom gosto,
antítese de um bairro
resenhado a traço tosco.
*
E assim,
feito Niemeyer,
eu prefiro Niterói.
*
In: “Manual Da Poesia Fajuta” (Wattpad, 2015)
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