PERFIL | FRAN DRESCHER, A ESTRELA DE THE NANNY BRILHA EM MARTY SUPREME

Adilson Carvalho

Embora sempre subestimada como a atriz bonita com voz engraçada, a atriz Fran Drescher tem um novo impulso em sua carreira como a mãe do personagem de Timothée Chalamet em Marty Supreme. Se você a vir por aí, saiba que ela não tem absolutamente nenhum problema com as pessoas que se aproximam dela para dizer o quanto amam tanto ela quanto The Nanny, a sitcom de sucesso que ela co-criou e estrelou de 1993 a 1999. “Eu me sinto muito abençoada por isso!”, diz ela sobre ser abordada por fãs todos os dias. “As pessoas são obcecadas por esse programa.” A atriz, que agora tem 68 anos e está adorando trocar uma roupa glamourosa por outra em uma sessão de fotos em Nova York (incluindo, sim, algumas estampas de leopardo no estilo Nanny e um casaco Anna Sui que ela pegou no set da série), acrescenta: “Quando converso com as pessoas que vêm até mim, estou ali com elas, e elas entendem isso. Eu sou muito autêntica.” Depois de The Nanny, a atriz também estrelou as sitcoms Living With Fran (2006) e Happily Divorced (2011-2013), todas escritas por ela. Sua voz também dublou a personagem Eunice, a esposa de Frankenstein nas animações Hotel Transilvânia (2012, 2015, 2018, 2022). Sua carreira nas telas começou aos 20 anos em uma participação menor no clássico os Embalos de Sábado à Noite (Saturday Night Fever, 1977), ganhando destaque no elenco de Isto é Spinal Tap (1984) como a empresária Bobbi Fleckman, papel que repetiu em tom de bem humorada homenagem em um dos episódios de The Nanny. A atriz era amiga de Robin Williams, com quem filmou Um Conquistador em Apuros (1990), e Jack (1996) de Francis Ford Coppola. Fora das câmeras, a atriz sobreviveu a várias adversidades como em janeiro de 1985 quando juntamente com o seu então marido Peter Marc Jacobson e um amigo, foram atacados na sua casa durante um assalto, e atriz foi estuprada. Fundou a Fundação Schmancer de Combate ao Câncer, sendo ela própria uma sobrevivente da doença.

A atriz em cena em Marty Supreme

Uma coisa que ela não gosta? Ser subestimada, o que ela diz ser algo que enfrenta com frequência — por ser mulher, por seu sotaque do Queens, por sua fama na sitcom. Mais recentemente, como presidente do sindicato SAG-AFTRA em 2023, ela liderou com sucesso uma greve contra os grandes estúdios e gigantes do streaming para negociar melhores salários e proteções contra ameaças de IA para seus colegas atores. “Eles pensaram: ‘Ah, sim, a Nanny, vamos acabar com ela em dois minutos’”, diz ela. “Mas eles não esperavam por mim!” Ainda assim, ela entendeu que liderar a greve poderia significar dizer adeus à sua carreira de atriz. “Eu enfrentei reis”, acrescenta ela. “Se algum dia houvesse uma lista negra, querida, meu nome estaria nela. Presumi que nunca mais trabalharia.” Em vez disso, ela agora está desfrutando de um enorme ressurgimento em popularidade graças às novas gerações que descobriram The Nanny em streaming e através de clipes nas redes sociais. Até mesmo jovens estrelas como Sabrina Carpenter e Rosalía estão declarando sua personagem como seu ícone da moda. Como Drescher diz, com sua risada característica em plena exibição: “Você não pode me parar!

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