TV | AS PANTERAS :  50 ANOS

Adilson Santos

“ERA uma vez três panterinhas que entraram para a Academia de Polícia. Mas eu as tirei disso, e agora elas trabalham para mim. Meu nome é Charlie”. Com essa abertura iconica eramos levados para a tela de TV acompanhados de três belíssimas detetives particulares, de As Panteras (Charlie’s Angels),  a princípio Sabrina Duncan (Kate Jackson), Jill Monroe (Farrah Fawcett) e Kelly Garret (Jaclyn Smith). Há 40 anos, as mulheres estavam ganhando mais espaço na sociedade, as Nações Unidas começaram um programa especial com o objetivo de promover a igualdade de direitos para mulheres do mundo as editoras Glória Steinman e Dorothy Pitman Hughes eram porta-vozes da mídia para esse movimento na revista MS, primeira publicação do gênero dedicada às mulheres. Na TV o trio dos anjos de Charlie mostrava mulheres que podiam ser bonitas, mas usavam de astúcia e inteligência para enfrentar o crime. Criada por Ivan Goff e Ben Roberts, a série as mostrava sendo  coordenadas por John Bosley (David Doyle), o sempre amigo e confiável chefe de operações da agência de detetives de Charlie Townsend (voz de John Forsythe), um sujeito muito misterioso que nunca aparece e só explica as missões através de um aparelho de som. Em diversas ocasiões elas bem que tentavam conhecer seu chefe, mas acabavam frustradas em seu objetivo. A série estreou em setembro de 1976 nos Estados Unidos, chegando ao Brasil em 1977 pela Rede  Globo, inicialmente ocupando as noites de quarta-feira e se tornando um sucesso.

Embora a série tenha sido elaborada para o estrelato de Kate Jackson, foi a loura Farrah Fawcett-Majors (na época casada com o ator Lee Majors de ao Homem de Seis Milhões de Dólares) quem ganhou maior destaque com seus cabelo cacheado e forma sensual. As personagens eram mulheres independentes, hábeis na investigação criminal e sempre dispostas a se disfarçar e atuar para chegar aos criminosos que perseguiam. Após uma temporada de sucesso, Farrah deixou a série, quebrando o contrato inicial para 5 temporadas, levando a um processo judicial que foi resolvido com Farrah se comprometendo a fazer algumas aparições especiais e deixando o trio oficial na 2° temporada, sendo substituída por Cheryl Ladd como Kris Monroe, a irmã mais nova de Jill. Nos bastidores o clima era tendo já que Kate Jackson não aceitava a substituição e hostilizava Cheryl Ladd. A 3° temporada seguiu com o trio Sabrina-Kris-Kelly mas a atriz Kate Jackson, que estava presa por contrato, não pode aceitar o papel principal do drama Kramer X Kramer (1979), que veio a ficar com Meryl Streap. Assim na hora de renovar para a 4° temporada, Kate deixou a série, sendo substituída pela insossa Tiffany Welles (Sĥelley Hack), mas os fãs nao aprovaram a mudança e a serie comecou a perder público. Para a 5° e última temporada Shelley foi subsituida por Tanya Roberts como Julie Rogers.

As irmãs Kris e Jill

No Brasil a série foi um sucesso imediato marcando o excelente trabalho de dubkagem feita pela Herbert Ritchers (1° temporada) e Telecine (a partir da 2° até a 5° temporada com as vozes de Sumara Louise (Sabrina)  Maralise Tartalini (Jill), Angela Bonatti e Neuza Tavares (Kelly), Vera Miranda (Kris), Sônia Ferreira (Tiffany), Denise Simonetto (Julie), Pietro Mário e Orlando Prado (Bisley), Newton Apollo e Leonel Abrantes (Charlie).   Depois da Rede Globo, a série passou pela Rede 21, a extinta Fox e TCM.  Todas as adaptações feitas para o cinema (2000. 2003 é 2019) descaracterizaram bastante a essência da série transformando as detetives em super agentes secretas e trocando a narrativa da investigação inteligente por uma premiada de ação ininterrupta, jamais apagando o glamour da série original ou o sorriso hipnotozante de Farrah Fawcett.

Adendo: Tive o prazer de ter conhecido a fabulosa Sumara Louise, saudosa e maravilhosa voz que nunca será esquecida.

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