Adilson Santos

Lembro de Robert Duvall como um alienígena hostil em um dos episódios de O Túnel do Tempo (Time Tunnel). Somente muito depois fui descobrir que o talentoso ator estava em papel discreto no clássico O Sol é Para Todos (To Kill a Mockinbird, 1962). Em o Poderoso Chefão (1972) e O Poderoso Chefão 2 (1974) brilhou no papel de Tom Hagen. O ato foi colega de quarto e bom amigo de Dustin Hoffman e Gene Hackman enquanto todos lutavam para se tornar atores de teatro em Nova York, antes de qualquer um deles alcançar o sucesso. Entre os três, Hoffman e Duvall eram conhecidos por seu jeito com as mulheres, e Duvall e Hackman eram conhecidos por seu temperamento explosivo, o que levou a inúmeras brigas em bares. Os três costumavam se divertir com brincadeiras elaboradas. O Oscar de Melhor ator foi para suas mãos em 1983 por A Força do Carinho (1983), merecidamente, no papel de um cantor de música country que luta contra o alcoolismo. Duvall era o tipo de interprete que ganha a tela em papéis complexos. Mas também era capaz de transformar um papel comum em algo extraordinário como em THX 1138 (1971) de George Lucas, fez o Dr. Watson em Visões de Sherlock Holmes (1976), o Coronel Kilgore de Apocaplipse Now (1979), o veterano policial Bob Hodges em Colors As Cores da Violência (1988), e mais recentemente o pai de Robert Downey Jr e. O juiz (2015). O último papel de Robert Duvall foi em O Pálido Olho Azul (2022) da Netflix. Um gigante que se calou mas brilhará sempre.