Adilson Santos


William Shatner, o eterno Capitão Kirk de Star Trek cruzou o caminho de Judy Garland, a estrela de O Mágico de Oz, quando ambos atuaram no drama vencedor do Oscar de Stanley Kramer, Julgamento em Nuremberg, (Judgement at Nuremberg, 1961.) “Ela era muito frágil”, lembra Shatner durante uma conversa com a Entertainment Weekly. O astro de Boston Legal, que interpretou o jovem capitão Harrison Byers ao lado do juiz Dan Haywood, interpretado por Spencer Tracy, diz que era um admirador de longa data de Garland. “Quando era adolescente em Montreal, de vez em quando eu ia com meus pais a Nova York e ia ao teatro”, lembra ele. “E eu a vi no palco na Times Square fazendo um show — mas ela estava bêbada.” Na época, Shatner não sabia que Garland tinha um longo histórico de dependência química, o que tornou seu estado de embriaguez um choque. “Eu ficava olhando para ela pensando: ‘Meu Deus, ela é minha heroína. E acho que ela está bêbada’”, lembra ele. “Eu era muito jovem. Pensei: ‘Como ela pode estar bêbada no palco?’ E, bem, ela estava, e não fazia sentido. E fiquei muito decepcionado.” O ator, que somente depois veio a saber doß problemas quw Judy enfrentava, lembra com carinho do breve período em que trabalhou com a atriz de Nasce uma Estrela (A Star os Born, 1954). “Ela era um talento enorme”, diz Shatner. “E quando ela chegou para fazer sua cena, eu não a via desde aquela experiência há tantos anos. Lá estava ela, fazendo sua parte frágil. E isso fazia parte de uma continuidade que eu valorizo muito.” Em Julgamento em Nuremberg, Garland interpretou Irene Hoffmann, uma mulher alemã chamada a depor no julgamento de Nuremberg como testemunha de seu suposto envolvimento amoroso com um comerciante judeu. Garland começa a chorar quando sua personagem se lembra de seu antigo conhecido sendo levado a julgamento.