Adilson Santos
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Já houve – em 98 edições do Oscar atores que receberam indicações embora já tivessem falecidos. O icônico James Dean recebeu não apenas 1 mas 2 indicações póstumas. A primeira na história do Oscar foi por Vidas Amargas (East Of Eden, 1956), embora Jeanne Eagels tenha recebido uma indicação póstuma retroativa já na 2ª edição do Oscar, em 1930, em uma época quando nenhum indicado era anunciado antes da cerimônia. A segunda vez consecutiva para Dean foi no ano seguinte por Assim Caminha a Humanidade (Giant, 1957). Das 9 vezes em que Spencer Tracy foi indicado, a última foi pela fantástica atuação como Matt Drayton em Adivinhe Quem Veio Para Jantar (Guess Who’s Coming To Dinner, 1967). O ator já estava bem doente quando trabalhou sob a batuta de Stanley Kramer, e morrera 17 dias depois de encerrada as filmagens. Na 68ª cerimônia do Oscar, o ator italiano e roteirista Massimo Troisi fora indicado pela Academia pela adaptação de O Carteiro & O Poeta (Il Postino, 1994), cerca de um ano e meio depois de sua morte precoce aos 41 anos, vitimado por uma doença cardíaca. A indicação levou a uma vitória póstuma quando Peter Finch se tornou o primeiro a levar a estatueta de melhor ator por Rede de Intrigas (Network, 1976). Sua viúva, Eletha Finch, e o roteirista Paddy Chayefsky receberam o prêmio em seu nome. O mesmo ocorreu com Heath Ledger, que venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante de forma póstuma em 2009 por sua icônica interpretação como Coringa em Batman: O Cavaleiro das Trevas (Batman: Dark Knight, 2008). O ator australiano faleceu em janeiro de 2008, aos 28 anos, antes da estreia do filme. O prêmio foi recebido por sua família na cerimônia.