Poema de Sérgio Cortêz
“Zinabre”

E se consomem, vorazes,
as amizades que desfiz
entre os amigos que não tive.
*
Tão só pessoas, talvez,
além do alcance das mãos
pregadas em falsidades.
*
Desabraçadas verdades
que se desmancham a contento,
carcaças de um desprazer.
*
Feito zinabre, se comem
e, aos poucos, somem com o tempo
até, por fim, fenecer…
*
*
In: “Manual Da Poesia Fajuta” (Wattpad, 2015)
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