Andre Azenha

Batman: O Cavaleiro das Trevas foi o primeiro filme baseado em HQs a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão. É um exemplo, assim como O Poderoso Chefão – Parte II e O Império Contra-Ataca, de continuação a ser melhor que o filme anterior — no caso, o ótimo Batman Begins. Na trama, Batman tornou-se o medo dos bandidos da cidade. Junto com o tenente Gordon (Gary Oldman), conseguiu finalmente levar temor aos traficantes. cidadãos se vestem como ele e tentam “fazer justiça” com as próprias mãos. No campo dos tribunais, o município passa a ter um promotor confiável, Harvey Dent (Aaron Eckhart). Em meio a tudo isso, surge o Coringa de Heath Ledger, que propõe à bandidagem a solução para que o crime volte a governar Gotham: matar o Batman. Atentados começam a ocorrer, juízes, policiais e civis são mortos. O pânico se instala na metrópole. Tudo sobre o filme já foi escrito, falado e comentado: a atuação de Heath Ledger que lhe rendeu um Oscar póstumo, o elenco sensacional liderado por Christian Bale, a crítica ao governo Bush, a inspiração de Christopher Nolan em Fogo Contra Fogo, de Michael Mann, etc. Uma das melhores adaptações de super-heróis da história, dividindo o posto com Superman: O Filme, de Richard Donner. Batman: O Cavaleiro das Trevas teve 8 indicações ao Oscar em 2009: Fotografia, Direção de Arte, Maquiagem, Mixagem de Som, Efeitos Visuais e Montagem — levando as estatuetas de Edição de Som e a já citada de Ator Coadjuvante para Heath Ledger. O diretor Christopher Nolan injustamente não foi lembrado. Mas foi a ausência do longa entre os indicados a Melhor Filme que gerou tanta discussão e motivou a Academia a ampliar o número de concorrentes nessa categoria — uma mudança histórica, diretamente influenciada pelo impacto que esse filmaço alcançou.