Adilson Santos

A trajetória do CineZen começou em 29 de março de 2009, em uma conversa no bistrô La Quiche Dorèe, em Santos. Na mesa estavam André Azenha, Ricardo Prado, Eduardo Abrantes e Flavio Viegas Amoreira. O debate sobre jornalismo, cinema e crítica resultou na criação do site CineZen Cultural, idealizado por Azenha — produtor cultural, jornalista, escritor, crítico e professor. O que nasceu como um portal de textos cresceu rapidamente. Tornou-se colaborativo, reuniu autores de várias regiões do país e ultrapassou 4 mil publicações. Em seguida, transbordou para o mundo físico: cafés, livrarias e centros culturais passaram a receber encontros que aproximavam público e artistas. Desse movimento surgiram projetos que, anos depois, se tornaram pilares da cena cultural santista:
– CineZen Convida, com debates e sorteios de brindes
– Ciclo Saúde Mental no Cinema, em parceria com a ONG TAMTAM
– Cine Zen Clube, convidando artistas para falar de seus filmes favoritos
– Cine Brasil Cidadania, com filmes brasileiros inéditos em Santos e bate-papos com realizadores
– Nerd Cine Fest, com pré-estreias nacionais de grandes blockbusters
– Cine Geek HQ, reunindo cinema e quadrinhos
– CineZen Natalino, de caráter beneficente
– Cine Retrô, exibindo clássicos no Museu da Imagem e do Som

Outras frentes foram surgindo. O site Culturalmente Santista resgatou a memória local com mais de 50 entrevistas e depois deu origem ao Fórum Cultural e Criativo de Santos, reunindo agentes de toda a cadeia artística. O Santos Film Fest – Festival de Cinema de Santos, derivado do Cine Brasil Cidadania, tornou-se o maior evento cinematográfico do interior e litoral paulista. E o Cine Comunidade levou cinema gratuito a mais de 50 espaços periféricos, morros, praças, escolas e entidades. Esses três projetos — Culturalmente Santista, Santos Film Fest e Cine Comunidade — foram transformados em Leis Municipais, passando a integrar oficialmente o Calendário Cultural de Santos. A atuação se expandiu ainda mais com a CineZen Edições Literárias, responsável por cerca de 20 livros. Entre eles, Santos tem Sabor de Quê, de Paula Azenha, finalista do Gourmand Awards, o “Oscar” da literatura gastronômica. Ao longo de 17 anos, o CineZen ocupou dezenas de espaços culturais, impactou mais de 600 mil pessoas e manteve uma característica essencial desde o início: atividades gratuitas ou beneficentes, sempre acompanhadas de sorteios de brindes, marca registrada do movimento. Em essência, o CineZen se tornou um ecossistema cultural. Um site que virou fórum, festival, livros, políticas públicas — e que continua gerando encontros e transformações.
“O CineZen nasce da união entre jornalismo, crítica e cultura, e nada melhor do que exibir um filme que completa 50 anos e marcou a Nova Hollywood, tornando-se exemplo de excelência ao retratar um caso real e a força da investigação jornalística”, afirma André Azenha, fundador do CineZen.
Parabéns aos amigos André e Paula Azenha