Poema de Sérgio Cortêz
“Objeto Direto”

Direto ao ponto:
vamos à cópula.
Teu objeto te espera
e, feito fera, se prepara
para lanhar tua pele
ao desbravar cada fetiche
que compõe tua imaginação.
*
Direto à cama
e até sem ela,
no quarto, no mato, na janela.
Objeto de prazer pra te servir
e te sentir por cada poro flamejante,
a todo instante, muito além da razão,
desbravando os caminhos e vertentes
que compõem teu coração…
*
Direito de veto
direto, sem teto,
ao ar livre, indiscreto:
pecaminoso desatino
de um brinquedo teu...
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In: “Manual Da Poesia Fajuta” (Wattpad, 2015)
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