Por Paulo Telles e Equipe CCP

Betta St. John (1929-2023) foi um rosto muito conhecido nos tempos de ouro do cinema norte-americano. Embora distante de ser uma estrela de alta grandeza em Hollywood, ela prevalecia pelo belo rosto combinado por um carisma indescritível. E isto foi constatado quando, em 1953, ela foi uma das atrizes a fazer parte do cast da monumental estreia do CinemaScope, o filme O Manto Sagrado (The Robe, 1953). Apenas participando de duas cenas. St. John viveu no épico religioso dirigido por Henry Koster (1905-1988) uma judia cristã, Miriam, que apesar de sua deficiência física, cantava louvores a Cristo com sua cítara. Talvez o momento mais lembrado da atriz na Sétima Arte, que morreu no último dia 23 de junho, mas só agora seu falecimento foi divulgado.

Nascida em Hawthorne, Califórnia, em 26 de novembro de 1929, seu verdadeiro nome era Betty Jean Striegler, e iniciou a vida artística como modelo fotográfica infantil. Estreou no cinema aos 10 anos no papel de uma menina que canta a canção de Marlene Dietrich Little Joe no clássico Atire a Primeira Pedra (Destry Rides Again,1939) de George Marshal (1891-1975). Também apareceu em versão cinematográfica de Jane Eyre (1943). Dez anos depois, já adulta e de beleza exótica, veio a atuar como mocinhas ingênuas ou de interesse romântico para o herói. Entre seus filmes mais famosos estão Quem é Meu Amor (Dream Wife, 1953), dirigido pelo escritor Sidney Sheldon (1917-2007), com Deborah Kerr e Cary Grant; Todos os Irmãos Eram Valentes (All The Brothers All Valiant, 1953) de Richard Thorpe; A Espada Sarracena (The Sarracen Blade, 1954) de William Castle; e O Último Matador (The Law versus Billy The Kid, 1955) de William Castle.

Betta St. John ainda atuou em duas aventuras de Tarzan estrelada por Gordon Scott (1927-2007): Tarzan e a Expedição Perdida (Tarzan and The Lost Safari, 1957) e Tarzan, o Magnífico (Tarzan, The Magnificent, 1960). Após estes dois últimos trabalhos, Betta atuou em poucos filmes e seriados para a televisão, até 1965, quando largou definitivamente os refletores para dedicar-se a família. Ela casou em 1952 com o ator inglês Peter Grant e da união ela teve três filhos, união que durou até o falecimento de Grant, em 1992