Poema de Sérgio Cortêz
“Soneto De Liberdade”

Vomitei um poema sem estética
Pela boca bem mais larga da poesia
Toda boa rima rica enquanto fétida
Declamando estrofes plenas de heresia.
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Vou mais longe, mais insano nessa métrica
De um soneto em verso branco, primazia
Nos momentos que a poesia se faz lésbica
E meus versos são tomados de anemia.
*
Quero ver livre o poeta declamar
Versos seus para rimar ou não rimar
E com musicalidade ou não, repita.
*
Como é mestre no seu feito de criar
A poesia que renasce a almejar
Essa livre inspiração mais infinita…
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Do livro “57 Poemas Brasileiros”, 1997.
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