ESTREIAS NO CINEMA | 1º DE JANEIRO

Adilson Carvalho

Primeiro dia do ano e já com estreias no circuito comercial. Boas possibilidades de passar um Reveillon dentro de uma sala de cinema, apreciando ótimas sugestões que dão o pontapé inicial para um 2026 cinematográfico. Feliz ano novo para todos. ACS.

Depois de uma sucessão de filmes que floparam, parece que Sidney Sweeney encontrou uma forma de fazer aa pazes com o público com essa adaptação do best-seller de Freida McFadden. A co-estrela de Euphoria interpreta a jovem Millie Calloway, de passado turbulento, que busca um recomeço, aceitando trabalhar como empregada doméstica para o casal de milionários Nina (Seyfried) e Andrew Winchester (Sklenar), mas o trabalho se mostra muito mais difícil e sofrido do que imaginava já que eles escondem segredos sombrios. Além disso, há atitudes abusivas como na cena que Nina suja todos os cômodos da mansão só para vê-la limpar, manda que ela leve e busque a filha do casal em todos os lugares e conta mentiras sobre a menina além de torturar o marido com chantagem psicológica. O filme gradativamente retira o véu de uma família aparente comum para um jogo sádico de manipulações, sem fazer concessões e caminhando para um já esperado plot-twist.
A Empregada (Housemaid) EUA 2025. Dir: Paul Feig. Com Sydney Sweeney, Amanda Seyfried, Brandon Sklenar. Suspense.

A atriz Rose Byrne vem chamando a atenção no papel da psicóloga Linda, uma mãe à beira de um colapso, que cuida sozinha de uma menina doente, e que passa por um momento difícil quando seu teto cai graças a um vazamento enorme de água em seu apartamento. Sem ninguém disposto ou capaz de ajudá-la, ela precisa encontrar um jeito de reagir e superar a fase ruim. Escrito e dirigido por Mary Bronstein, que aparece no filme como a Dra Spring, a história fala de dor e obstinação diante das adversidades. O apresentador e comediante Conan O’Brian faz aqui seu primeiro papel sério como um terapeuta. O filme segue indicado ao Critics Choice e ao Globo de Ouro com Rose Byrne mostrando uma atuação pungente e que pode ainda chamar a atenção para as indicações aos Oscar.
Se eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria(If I Had Legs, I’d Kick You) EUA 2025. Dir: Mary Bronstein. Com Rose Byrne, Conan O’Brian, Helen Hong, Christian Slater, Josh Pais. Drama.

A história contada é de cinco jovens mulheres que se alojam num abrigo para mães adolescentes na região de Liège, na Bélgica. Jessica (Verbeek), Perla (Laruelle) , Julie (Rouben), Ariane (Fokan) e Naïma (Hilmie) buscam uma vida melhor tanto para si próprias quanto para seus filhos. Elas passam o período da gravidez do lado uma da outra enquanto enfrentam conflitos familiares, o peso das consequências de uma maternidade precoce e as carências afetivas particulares a cada uma. Logo, elas aprendem a construir uma comunidade solidária e carinhosa em meio às dificuldades e precariedades de suas trajetórias.
Jovens Mães (Júennes merés) Fr 2026. Dir: Jean Pierre Barbenne & Luc Barbenne. Com Babette Verbeek, Elsa Rouben, Lucie Laruelle, Janaina Halloy Folkan, Samie Hilmie. Drama.

A história de amor tumultuada de Yves Montand (Zem) e Simone Signoret (Fois), duas das maiores estrelas do cinema francês no século XX. Juntos, a dupla de amantes foi inseparável apesar das inúmeras tempestades e obstáculos da vida a dois. Assombrada pelo caso que o marido teve com Marilyn Monroe, com quem Montand fez Adorável Pecadora (1960), apenas uma de uma série de infidelidades que marcou o relacionamento os astros franceses ambientados na Paris do século passado, circulando entre noites boêmias, cafés românticos e carreiras internacionais que não os eximia de dores e frustrações.
Eu, Que te Amei (Moi, qui t’aimais) Fr 2025. Dir: Diane Kurys. Com Roschdy Zem, Marina Foïs, Thierry de Peretti. Drama.

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