Poema de Sérgio Cortêz
“Soneto Para Moçambique”

Não faço menção de vosso nome,
Silêncio agridoce em minha boca,
Lembrança sutil que se consome,
Fartura que enfarta a coisa pouca.
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Qual espectro à espreita que não some,
Viestes com fúria insana e louca.
Provastes, amiúde, a minha fome
Tornando-me fera triste e à solta.
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Agora sou livre e não me calo,
Carrego comigo o trigo e o talo
De boa colheita e plantação.
*
Relego ao passado o solo ralo
De um fruto infértil em despetalo
Que não mais amarga o coração.
*
*
In: “Manual Da Poesia Fajuta” (Wattpad, 2015)
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