OFF – TOPIC : RELICÁRIOS DA RÁDIO VINTAGE | “Druuna”

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Sérgio Cortêz

Quadrinhos Vintage: “Druuna”, de Paolo Serpieri

Druuna certamente não se casaria na igreja. Tampouco estaria interessada numa vaga como secretária executiva oferecida pelo LinkedIn. Druuna não mimaria os filhos porque não os teria. Druuna é promíscua e também dona de flagrante sensualidade. Muito conhecida no universo HQ e musa da galera que curte Heavy Metal, a personagem foi desenvolvida pelo escritor e cartunista italiano Paolo Serpieri. Nas histórias futuristas de Druuna, uma doença apavora a humanidade: o vírus tem a capacidade de transformar humanos em mutantes pervertidos. Nesse mundo de umbrais e pecados, Druuna se descobre à mercê das mais diferentes situações depois de sair em busca dos antibióticos necessários ao seu namorado.

As histórias de Druuna foram publicadas entre os anos de 1985 e 2016 nos álbuns “Morbus Gravis”, “Druuna – Obsessão”, “Creatura”, “Carnívora”, “Mandragora”, “Aphrodisia”, “O Planeta Esquecido”, “Clone” e “Anima: Prequela”. Existe ainda uma edição rara de 1981, que apresentou a personagem pela primeira vez – além da publicação de inúmeras sketchbooks. Porém, ao longo de seus trabalhos, Serpieri não economiza na riqueza de detalhes – por vezes, pra lá de explícitos.

Não é leitura pra quem tem estômago fraco, muito menos pode ser recomendada para menores de 18 anos. Talvez por isso Druuna seja o tipo de revista em quadrinhos bastante cultuado, ainda que pouco conhecido do grande público. Todavia, entre as experiências quase alucinógenas de Druuna e a realidade científica que lhas envolve, o leitor se delicia com os roteiros e as ilustrações impecáveis de Paolo Serpieri – verdadeira obra-prima das HQs.

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