MICHAEL: O REI DO POP | DANGEROUS

André Azenha

Após três álbuns de sucesso com o produtor Quincy Jones, Michael Jackson desfez a parceria e buscou uma nova direção sonora. Lançado em 1991, Dangerous foi produzido principalmente por Teddy Riley, ligado ao new jack swing — estilo que misturou R&B com batidas do rap, criando um som mais urbano, alinhado ao início dos anos 1990, com colaboração de Bill Bottrell. Com 14 faixas — número superior aos discos anteriores — o álbum aborda desigualdade social, luxúria, racismo, meio ambiente, união e relações afetivas. Black or White, impulsionada por um videoclipe vencedor do Grammy Awards de Melhor Vídeo Musical – Curta-Metragem, dirigido por John Landis — o mesmo de Thriller — e com participação de Macaulay Culkin, então no auge, chegou ao primeiro lugar da Billboard. Remember the Time, In the Closet e Jam tiveram forte execução em rádios e na MTV. Heal the World reforçou o discurso humanitário. Will You Be There integrou a trilha do filme Free Willy. Foram mais de 30 milhões de cópias vendidas e uma turnê mundial de grande alcance, a Dangerous World Tour, iniciada em 1992. Em 1993, as apresentações chegaram ao Brasil, no Estádio do Morumbi, em São Paulo, e no Maracanã, no Rio de Janeiro, reunindo multidões. o mesmo ano, Michael Jackson se apresentou no intervalo do Super Bowl XXVII, em um show que elevou o padrão das performances no evento e se tornou referência para apresentações futuras. Teddy Riley e Michael voltariam a trabalhar juntos nos álbuns HIStory e Invincible.

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