A CASA DE TERROR DA HAMMER | PARTE I

Adilson Santos

Fundada em 1934, a Hammer Films ficou célebre por realizar uma série de filmes de terror, entre os anos 1955 e 1979. Sua releitura dos monstros classicos guarda um estilo proprio que foi referencia no gênero, equilibrando a estética sombria naturalmente associada ao gênero com sofisticação e sensualidade. Seu auge envolve principalmente as séries de filmes protagonizadas por Drácula, Frankenstein e múmias. Parte desse êxito deve-se tambem à participação da companhia de entretenimento norte-americana Warner Brothers, que atuou na distribuição internacional de alguns de seus sucessos. Depois debum longo periodo de inatividade nos anos 80 e 90,  periodo em que se voltou à produção de séries de terror para a televisão, a Hammer voltou à ativa em 2007 com a produção de sucessos como Deixe-me Entrar (2010) e A Mulher de Preto (2012) este ultimo com Daniel Radcliffe. Vamos revisitar o acervo fantastico do estudio britânico começando com A Maldição de Frankenstein (The Curse of Frankenstein, 1956), dirigida por Terence Fisher ressucitando os clássico de Mary Shelley que havia rendido uma lucrativa série de filmes pela Universal americana nos anos 30.  Peter Cushing assume o papel de Victor Frankenstein e Christopher Lee. A adaptação continua a tomar liberdades com o livro de Shelley, e a caracterização da criatura possui outro visual, já que a maquiagem original usada por Karloff pertencia à Universal. A partir do sucesso desse filme o papel do criador superou o papel da criatura, logo Cushing vem a reprisar o papel em todas as sequências, vindo a usar o título de Barão. Diferente da versão da Universal, o Frankentsein de Peter Cushing se coloca como um gênio incompreendido disposto sempre a repetir a experiência. Apesar das críticas de que o filme fosse muito violenta, a Hammer obteve grande sucesso de bilheteria, incentivando adaptações de Dracula, Lobisomem, Mumia e outros monstros. A obra de Shelley serviria ainda de fonte inspiradora para várias sequências : “A Vingança de Frankenstein” (The Revenge of Frankenstein) de 1958, “O Monstro de Frankenstein” (The Evil of Frankenstein) de 1958, “E Frankenstein Criou a Mulher” (And Frankenstein Created the Woman) de 1966, “Frankenstein Tem de Ser Destruído” (Frankenstein Must Be Destroyed) de 1969 e “Frankenstein & O Monstro do Inferno” (Frankenstein & The Monster From Hell) de 1974.

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