Adilson Santos

Brad Bird, de Os Incríveis, está prestes a trazer um novo personagem que promete ação e diversão: O detetive particular Ray Gunn. Pensado como uma versão futurista de Humphrey Bogart em seu melhor estilo, perspicaz e durão. Dublado originalmente por Sam Rockwell, Bird diz que este é “Um personagem durão, mas não sem senso de humor.” O próprio nome de Ray é um trocadilho bobo que remete ao panteão de heróis da literatura pulp encontrados nas páginas, telas e ondas de rádio ao longo da primeira metade do século XX. O diretor o descreve como “Buck Rogers encontra A Relíquia Macabra (The Maltese Falcon)”. É uma ideia que Bird carrega consigo há décadas, após a inspiração surgir inicialmente de uma fonte inesperada.
“Basicamente começou comigo entendendo errado uma música“, explica Bird. Para ilustrar, ele expluca que certa vez ouviu ‘Planet Claire’, o single de 1979 da banda de kitsch new wave The B-52s. O que começa com uma linha de guitarra dedilhada e imponente — um arranjo atrevido baseado no icônico tema de Henry Mancini para a série de TV policial dos anos 1950, Peter Gunn — logo é envolvido por um turbilhão de sintetizadores da era espacial e sinais interestelares agudos. A música descolada e futurista causou uma forte impressão no jovem Bird. No início, ele pensou que a música era um cover da melodia de Mancini, e então o título do filme o atingiu como um feixe de laser. “Eu pensei, ‘Não é Peter Gunn… É Ray Gunn!'”
Este é o último investigador particular humano em um mundo cada vez mais mecanizado, com seu sustento ameaçado pelo surgimento de máquinas de vigilância chamadas ‘Pry-Bots’. . “Acho que as pessoas se sentem sobrecarregadas”, diz Bird em entrevista àrevista Empire. “Eu saúdo a tecnologia, mas tenho uma profunda desconfiança dela simultaneamente. Você meio que fica se perguntando: ‘Estou sendo governado por essa coisa?'” Ray Gunn chegará à Netflix no final desse ano, ainda sem uma data oficial até o momento.