GALERIA DO TERROR | O LOBISOMEN NA PRIME

Adilson Santos

A Blumhouse e Leigh Whanell, o diretor de O Homem Invisível (2020) recriam um dos monstros mais populares do acervo da Universal em O Lobisomem (The Wolf Man), mas ao contrário do que fez em O Homem Invisível (2020), entregou um filme bem morno. A questão toda, perceptível ao assistir ao filme, é que o diretor fez um grande esforço para não repetir os clichês tão batidos do gênero. Fazer uma releitura do tema da licantropia, no entanto, resultou em uma história sem personalidade onde a entrega visual e o foco da narrativa não colaboram muito. Na história, Blake (Christopher Abbott) e sua família (Julie Garner e Mathilda Faith) tornam – se alvos de um lobisomem, que infecta Blake. À medida que a lua cheia ilumina a noite, o homem gradativamente se transforma em uma terrível criatura que persegue e aterroriza sua família. Leigh Whannell revelou que se inspirou no remake de A Mosca (1986), de David Cronenberg, quando estava elaborando sua versão dessa clássica história de lobisomem. O diretor coloca Julia Garner (Apartamento 7A) em posição semelhante a de Shelley Duvall em O Iluminado (The Shining, 1980). Esta dinâmica familiar salva o filme de ser um fiasco completo, mas não o suficiente para se desejar uma sequência ou prequela, o que se percebe ter como intenção principalmente quando Blake revisita suas lembranças do pai desaparecido em circunstâncias misteriosas. Melhor esperar pela anunciada versão do Lobisomem (Werwulf) de Robert Eggars que promete fazer os fãs do gênero uivar à meia noite.

Deixe um comentário