ESTREIAS DA SEMANA NO CINEMA | 16 DE JULHO

Adilson Santos

A Odisseia. Escrito e dirigido por Christopher Nolan, o longa-metragem, o segundo de Nolan para a Universal, tem quase 3 horas e foi inteiramente filmado com câmeras IMAX. Adaptação do clássico poema épico de Homero, a história acompanha a jornada de dez anos do herói grego Odisseu (Damon) para voltar a Ítaca após a Guerra de Troia, enfrentando criaturas míticas e deuses, enquanto sua esposa Penélope (Hathaway) o aguarda. Após ser o responsável por criar o estratagema do Cavalo de Troia, Odisseu ofende deuses poderosos, incluindo Poseidon, o que torna sua viagem de volta um caos repleto de tempestades e desvios de rota. Ao longo da aventura, ele e sua tripulação precisam lidar com seres fantásticos, como o Ciclope Polifemo, as Sereias e a feiticeira Circe (Theron). Em paralelo em sua terra natal, diversos pretendentes desejam desposar Penelope para assumir o trono de Ítaca, enquanto Telêmaco também entra em uma jornada de busca por notícias de seu pai.
The Odissey. EUA 26. Dir: Christopher Nolan. Com Matt Damon, Anne Hathway, Tom Holland, Charlize Theron, Zendaya, Robert Pattinson, Mia Goth, John Leguizamo, Lupita Nyong’o. Épico.

Xica da Silva. Clássico do cinema nacional relançado em comemoração aos 50 anos do filme que narra a trajetória de uma mulher negra (Motta) escravizada no século XVIII, no Arraial do Tijuco (atual Diamantina, MG). Após conquistar o coração do poderoso contratador de diamantes, ela ganha a alforria e passa a ditar as regras na sociedade colonial. um dos melhores filmes nacionais do período seja pela reconstituição histórica ou pelas atuações magistrados do seu elenco. Um dos grandes trabalhos do saudoso Caca Diegues.                                                            Xica da Silva. EUA 76. DIR: Caca Diegues. Com Zezé Motta, Walmor Chagas, José Wilker, Altair Lima, Stepan Nercessian. Drama histórico.

A Divina Sarah Bernhardt. O filme narra a trajetória da lendária atriz francesa (Kiberlain) misturando drama e romance para mostrar sua ascensão como a primeira celebridade de fama mundial, abordando suas excentricidades, defesas do amor livre e momentos de profunda reflexão na maturidade. A produção não segue uma ordem cronológica rígida, começando no início do século XX, com a atriz lidando com as limitações da idade — incluindo um episódio doloroso envolvendo a amputação de sua perna após um acidente. A partir desse momento de fragilidade, ela revisita vários momentos de seu passado através de conversas e lembranças, incluindo o auge de sua glória em Paris no ano de 1896, quando ela se consolida como ícone do movimento Art Nouveau e se torna pioneira do cinema. A cinebiografia também explora seu romance intenso com o ator Lucien Guitry (Lafitte) e resgata seu forte vínculo com o Brasil, país que a artista visitou em turnê e onde recebeu elogios e o apoio até mesmo do imperador Dom Pedro II. Sarah Bernhardt – La Divine. FR 26. DIR: Guillaume Nicloux. Com Sandrine Kimberlain,  Laurent Lafite, Amira Cesar, Pauline Ettiene.Drama / Cinebiografia.

Diva Futura. O filme retrata a ascensão da famosa agência italiana de entretenimento adulto nos anos 1980 e 1990. Liderada por Riccardo Schicchi (Castellitto), a produtora transformou o amor livre em um fenômeno de massa, lançando estrelas globais como Cicciolina e Moana Pozzi e misturando cultura pop com ativismo político. O longa acompanha a jornada de Schicchi e da escritora Debora Attanasio (Ronchi), focando nos bastidores da indústria. Ele aborda como o império da Diva Futura fez de Ilona Staller, a Cicciolina (Kordic) uma figura eleita para o Parlamento italiano, além de explorar os sonhos políticos de Moana Pozzi (Capezzi). O filme também revela o lado humano por trás das câmeras, mostrando as contradições, os ciúmes e as buscas por amor e liberdade em uma sociedade em plena transformação. Diva Futura. ITA 24. Dir Giulia Louise Steigerwalt. Com Pietro Castellito, Tesa Litvan, Bárbara Ronchi, Lídija Kordic, Barbara Capezzi. . Drama.

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