Adilsin Santos

Na costa do Oregon, na tranquila cidade litorânea de Antonio Bay, os moradores estão se preparando para comemorar o centenário da fundação da comunidade insular. No entanto, uma injustiça perpétua, aliada a um terrível segredo escondido nas profundezas das raízes da cidade, logo evocará um manto de névoa espessa e lúgubre que, gradualmente, envolve a cidade. Com isso — à medida que histórias arrepiante de antigos marinheiros, que se perderam nessas mesmas águas, começam a assombrar os habitantes —, uma sede de vingança enterrada, mas não esquecida, pelos crimes hediondos do passado, mancha de vermelho a vila litorânea. Há um século inteiro, um ato desprezível foi cometido. Agora, os espíritos terríveis dos mortos retornaram, ansiando por retribuição. Será que há algo maligno se escondendo na névoa? Com essa premissa, A Névoa (The Fog, 2005) prometeu arrancar bons sustos das plateias aficcionadas pelo gênero. Remake de The Fog – A Bruma Assassina (1981) de John Carpenter, que aqui aparece como produtor, embora o próprio tenha alertado que o cargo foi mais figurativo. A história original, do próprio Carpenter, não era nenhum primor na época de seu lançamento mas mantinha a criatividade do diretor de Halloween – A Noite do Terror (1978) e sua habilidade de provocar bons sustos. A nova versão nao apresenta nada de novo, apenas repete a premissa com ar mais juvenil e trazendo como protagonista Tom Welling, o Clark de Smallville (2001-2010). Na época, o ator tinha apenas três semanas restantes na 4ª temporada da série que recontava a juventude do futuro Superman. Selma Blair costumava brincar dizendo que o diretor mantinha duas câmeras rodando durante as cenas dele: uma para A Névoa e outra para Smallville. O resultado você pode conferir a partir de hoje (18/07) na Darkflix.