Paulo Telles

Um destes artistas que jamais utilizam a palavra Arte, e um destes poetas que jamais falam de poesia – assim o cineasta francês François Truffaut (1932-1984) definia o diretor norte americano de origem irlandesa John Ford (1895-1973).Ford é tido como o mestre do gênero, o verdadeiro mentor dos westerns. Um autêntico contador de histórias, e sua obra é sempre analisada e revisada ao longo das décadas sob a perspectiva de um filho de imigrantes irlandeses, comportamento que ele próprio refletia. Durão, brigão e turrão, nasceu em 1º de fevereiro de 1895, em Cape Elizabeth, Maine, na fazenda de seus pais. Mais tarde, a família mudou-se para Portland, onde Jack — como seria chamado até 1923 — passou a infância e a adolescência. Seu nome de registro, contudo, era Sean Aloysius O’Feeney. Sean seguiu para Hollywood após deixar os bancos escolares, onde lidou com o trabalho de direção desde 1916 (apenas dois anos após a estreia cinematográfica de outro gênio da Sétima Arte, Charles Chaplin). Por esta razão, é perfeitamente compreensível a ausência de intelectualismo nas obras do diretor, cuja trajetória — vasta e substanciosa, com 140 filmes dirigidos — é marcada por Westerns que formam, em seu conjunto, sua contribuição mais rica e monumental. Devido a essa ausência de intelectualismo, he é também considerado um articulador prático e objetivo. John Ford foi tudo isso e um pouco mais. Certa vez, jornalistas perguntaram ao cineasta japonês Akira Kurosawa (1910-1988) quem era o maior de todos os diretores do cinema moderno. Kurosawa não hesitou em uma resposta bem direta: “John Ford! John Ford! John Ford!” John (Sean) vivia junto à trupe de artistas e técnicos com quem sempre trabalhava, na fazenda do lendário ator Harry Carey (1878-1947), um dos primeiros cowboys do cinema ainda em sua fase silenciosa, ídolo do menino Marion Michael Morrison, o future astro John Wayne. Após casar-se com a enfermeira de origem escoto-irlandesa Mary McBride, Ford mudou-se para uma casa em uma ladeira onde permaneceria por 34 anos. Ao lado dela, o cineasta passou a maior parte de sua vida até seu falecimento em 1973 (Mary faleceu 6 anos depois), e com ela teve dois filhos: Patrick e Barbara.
UMA DESVENTURADA E LÍRICA ODISSÉIA DE PROPORÇÕES ÉPICAS.
Obra-prima da cinematografia mundial e um dos filmes mais impressionantes realizados pelo cineasta John Ford no estilo Western, Rastros de Ódio (The Searchers), produzido em 1956, apresenta John Wayne (1907-1979) talvez na maior interpretação de sua carreira — digna de um prêmio da Academia, que ele conquistaria quase 15 anos depois por Bravura Indômita (True Grit, 1969). No longa, Wayne esbanja uma performance clássica na pele de Ethan Edwards, um ex-confederado que se empenha obstinadamente na procura de sua sobrinha, Debbie. A personagem é interpretada na fase adulta por Natalie Wood (1938-1981) – sendo que, na fase infantil, o papel cabe a Lana Wood, irmã mais nova de Natalie. Com o rapto da menina pelos índios Comanches, Ethan parte para uma odisseia sem perspectivas de sucesso. Não é novidade que grande parte da obra de Ford no gênero western teve como cenário o colossal Monument Valley, na divisa entre Arizona e Utah, no estado da Califórnia. Foi lá que o cineasta rodou sua trilogia sobre a Cavalaria Americana (Fort Apache, Legião Invencível e Rio Grande), além de Audazes e Malditos (Sergeant Rutledge, 1960) e Crepúsculo de uma Raça (Cheyenne Autumn, 1964). Tendo, mais uma vez, como décor a fascinante beleza do local, Rastros de Ódio (que também teve locações no Canada e Novo México) conserva os elementos dramáticos do faroeste tradicional, mas com um estilo peculiar — épico e lírico. O filme descreve a odisseia de Ethan e de seu sobrinho postiço, o meio-índio Martin Pawley (Jeffrey Hunter, 1926-1969), com quem não tem laços de afeição, na perseguição aos comanches que raptaram a pequena Debbie. Tudo isso é narrado com tensão ininterrupta e uma notável grandeza plástica e cromática. Como disse certa vez o finado crítico brasileiro Paulo Perdigão em acurada analise em sua resenha para TV no jornal O Globo em 1985, a fotografia impecável de Winton C. Hoch (1905-1979), originalmente em VistaVision, situa-se entre as mais belas do gênero.

A TRAMA CONSTRUÍDA
Três anos após o término da Guerra Civil Americana (1861-1865), Ethan Edwards retorna ao seu lar, no Texas. Ao chegar, reencontra Martha (Dorothy Jordan), a mulher por quem era apaixonado e que agora é esposa de seu irmão Aaron (Walter Coy, 1909-1974) — motivo, inclusive, pelo qual Ethan demorou tanto a voltar para casa após o fim do conflito. Solitário e fechado para o mundo, ele parece dedicar afeição apenas à cunhada e à sua sobrinha mais nova, Debbie (Lana Wood). Contudo, apesar da aparente tranquilidade na vida familiar, o Texas vive sob a constante ameaça dos índios comanches, que saqueiam e abatem o gado dos rancheiros da região. Para essa missão, o excêntrico capitão dos Texas Rangers e reverendo Samuel Clayton — interpretado com brilhantismo por Ward Bond —, articula um grupo de batedores com o objetivo de capturar os responsáveis pelo ataque. O reencontro de Ethan com Martin Pawley (Jeffrey Hunter), o menino que salvara tempos atrás, revela um choque cultural: o garoto cresceu e se integrou à cultura mestiça. Apesar de sua acentuada intolerância em relação aos indígenas, Ethan exibe uma camada de complexidade moral ao reconhecer que Martin não é responsável por sua própria origem. Ele compreende o vínculo estabelecido por seu irmão e sua cunhada, que, ao adotarem o jovem, trataram-no com o mesmo afeto reservado a um filho legítimo. Durante uma jornada da patrulha do Capitão Clayton em perseguição aos Comanches, na qual acompanham Ethan e Martin, a fazenda dos Edwards é invadida. Todos são mortos e chacinados; apenas Debbie é poupada, sendo raptada pelo chefe da tribo, Cicatriz/Scar (Henry Brandon). Com o passar dos anos, ela acaba se tornando uma de suas squaws, fase aqui já vivida por Natalie Wood. Ethan e Martin buscam, no Texas e no Novo México, a jovem raptada, em uma caçada implacável e sem fim — uma indômita marcha que consome cinco anos sem esmorecimento ou desistência, e muito embora os dois já saibam que, passados tantos anos, a garota já não pertence mais à cultura branca. Mal recepcionado na época de seu lançamento (e muito mal compreendido por alguns críticos), Rastros de Ódio só veio a ser reconhecido como obra-prima quase duas décadas depois, após ser incluído numa lista importante entre os dez melhores filmes de tempos, quase no fim da década de 1970. Talvez pela mensagem aparentemente racista do filme, a obra não tenha causado, inicialmente, uma boa impressão. Contudo, o cineasta francês Jean-Luc Godard (1930-2022), conhecido por seus trabalhos polêmicos, anárquicos e vanguardistas, assistiu a este clássico de John Ford e reconheceu a esplendorosa atuação de John Wayne. Embora Godard odiasse as posições políticas do ator, acabou se rendendo e se derretendo em lágrimas pela atuação do “Duke” — como era alcunhado em Hollywood Wayne. Godard reconheceu, pela “Magia do Cinema”, ser humilde o suficiente para se ajoelhar perante o grande ator John Wayne, superando as profundas diferenças — e até o ódio — que sentia por ele devido aos seus posicionamentos políticos.
AS LIÇÕES DE ETHAN EDWARDS RELACIONADAS AOS ÍNDIOS
Ethan odeia os comanches, mas fiel ao mandamento militar de “conheça seu inimigo”, se mostra um conhecedor do modo de vida dos nativos. Aqui são mostradas estas “lições” apresentadas pelo protagonista ao longo de toda projeção:
1) Ethan diz para os patrulheiros rangers que os comanches amarram as montarias a si próprios, quando dormem, evitando que seus inimigos espantem os cavalos.
2) Ethan declara para Martin e Brad Jorgensen (Harry Carey Jr) que um comanche em fuga, ao contrário de um homem branco que desmonta quando o cavalo está cansado, continua a cavalgada até escapar, ou o cavalo morrer. E depois disso, devora o cavalo.
3) Ethan atira nos olhos de cadáveres de índios a vista do Capitão Clayton (Ward Bond), que pergunta até que ponto isso fez bem a ele. Ethan explica que é uma vingança, pois segundo a crença comanche, isso é uma das piores coisas que podem acontecer, pois eles acreditam precisarem dos olhos intactos para se guiarem “na terra dos espíritos”. Sem os olhos, “tem que pagar para sempre entre os ventos”.

ACURADO ESTUDO DA DESVENTURA E SOLIDÃO HUMANA
Em sua extensa filmografia, John Ford nem sempre atingiu o máximo de suas realizações. Embora seja enriquecedor sua contribuição para os faroestes norte-americanos, o cineasta também imigrou para outros gêneros cinematográficos (dramas, comédias, épico, aventura, guerra). Por essa razão, a expressão “nem sempre” enquadra-se bem ao afirmar que o diretor não atingiu em todos os seus trabalhos o efeito desejado pelas plateias ou pela crítica. Mas conseguiu seu digno e merecido legado como um articulado contador de histórias através da construção de mitos e como eles surgem de acordo com o vazio da solidão. Isto é bien visível na obra No Tempo das Diligências (Stagecoach, 1939), onde é abordado todo um conflito social, a hipocrisia e intolerância da sociedade através dos personagens ao longo de uma viagem dentro de uma diligência. Com Rastros de Ódio (The Searchers, 1956) não é diferente. Se no primeiro filme a figura de Ringo Kid surge abruptamente vinda não se sabe de onde para ser uma espécie de “consciência moral” para cada um daqueles viajantes da diligência – em The Searchers a solidão e conflitos ideológicos estão na respectiva pauta ao longo de toda projeção. Ethan Edwards chega a um rancho no Texas para rever seus familiares. Estes sabem que ele lutou na guerra contra a União nos anos que perduraram o conflito, mas só volta três anos depois do término da guerra. Chega inesperadamente e “sabe-se lá Deus” de onde, de modo solitário e sem rumos aparentes.

Se há obra artística da qual nada se deve nem se pode tirar ou acrescentar é, sem dúvida, Rastros de Ódio. Ao seu término, restou pronta e acabada para sempre, constituindo uma das visões mais agudas e compreensivas da solidão humana. Sob a aparente simplicidade de sua estrutura, permitindo uma narrativa dinâmica da aventura (no contexto da história, uma verdadeira desventura) vindo a compor uma de suas tragédias mais dramáticas em cima de violência, mortes, rapto, racismo e perseguição, muito embora também haja sequências bem humoradas ao velho estilo irlandês de Ford. Mais do que o título original explana de busca, investigação e procura (“The Searchers” significa “Os Investigadores” ou “Inquiridores”), o infortúnio que golpeou a família dos protagonistas produz ou semeia daí em diante os rastros de ódio tão bem apropriado ao título dado no Brasil, em um dos mais raros, exatos e combinantes títulos nacionais já concebidos para um western de Hollywood. A par e acima da excruciante dor provocada pela chacina familiar retratada no filme, a busca pela sobrinha raptada e a obstinação de Ethan em busca de vingança formam a substância mais pura da natureza do ser humano.

A verdade da espécie expressa-se de maneira tão genuína quanto natural, mercê de extremada perspicácia e apurada ousadia e sensibilidade. Todos os gestos, posturas, movimentos, olhares e expressões fisionômicas dos personagens exprimem a contextura e o estofo de que são portadoras e a argamassa de que são feitas. Revelam autenticidade, consistência e rigor. Em tudo e em todos os lances e momentos. Desde a chegada de Ethan ao rancho, quando, aproximando-se, as personagens vindas do interior da moradia posicionam-se expectantes na varanda, compondo verdadeira sinfonia de movimentos tal sua simetria e adequação. Os sentimentos que ligam Ethan e sua cunhada revelam-se instantânea e sutilmente, ao primeiro olhar, confirmando-se posteriormente por outros meios e modos. Se passam despercebidos às demais personagens, tal a delicada tessitura de seu intercâmbio, não escapa à observação arguta do inteligente líder, misto de pastor religioso e capitão, o militar Samuel Johnson Clayton (feito com maestria e carisma pelo ótimo Ward Bond), tão compenetrado numa quanto noutra função. A trilha sonora de Max Steiner (1888-1971), o clássico compositor de E o Vento Levou (1939) e Casablanca (1942) movimenta este testemunho, como ela também intervém com certas passagens. A canção inicial interpretada por Stan Jones (1914-1963) e seu grupo vocal Sons of The Pioneers, sob a composição do mestre Steiner, consuma uma das mais primorosas aberturas de um western, em que música, voz, imagem e paisagem integram-se num conjunto tão belo quanto harmonioso, além de dinâmico e vivaz. No decorrer de toda a movimentação dos personagens nas cenas e sequências que servem de causa à tenaz perseguição que constitui a espinha dorsal do filme, avultam, inesquecíveis, o esplendor e a magnificência da insólita e característica visão do Monument Valley, selvática e inóspita beleza das rochas e plataformas que sobressaem na planície como gigantes congelados (análise do professor Guido Bilharinho, em seu livro Os Filmes de Faroeste, página 26, edição Instituto Triangulino de Cultura, Uberaba, 2001). Em Stagecoach e The Searchers os protagonistas são vividos por John Wayne, um dos maiores astros campeões de bilheteria da história do cinema e representante legítimo dos westerns norte-americanos. Embora um ator de recursos limitados de atuação, o “Duke” tinha um grande poder de comunicação diante das massas. Mas em Rastros de Ódio sua atuação foi ímpar e sem artifícios. Lamentável o astro não ter sido lembrado para uma digna láurea, em proporção ao digno e perfeitíssimo desempenho como o amargo, vingativo e solitário Ethan Edwards. Uma das grandes falhas da Academia de Hollywood.

Ethan, à procura da sobrinha Debbie, encontra-se cercado de acidentes e incidentes razoáveis e plausíveis, fundamenta-se no sentimento de resgate de seu sangue e entranhado žio racista, cujo desígnio implica na eliminação física do ente familiar (e racial) em decorrência da miscigenação resultante do impositivo (e, para ele, inadmitido e inadmissível) contato inter-racial. Debbie já não era, no pensamento de Ethan, uma menina branca. Já seu parceiro na aventura em desventura, o mestiço Martin Pawley, descendente de índio cherokee e branco, é movido por efetivo amor fraternal, oriundo da criação comum com Debbie. Os anos de buscas, de infrutíferas investigações em todas as direções, produzem a rígida personalidade de Ethan, que explode surpreendentemente humanizada numa das cenas mais paradigmáticas da Sétima Arte, na qual, sobre todas as distorções sofridas pelo ser humano, prevalece e predomina o laço mais íntimo e consistente de sua natureza.
A FORD’S STOCK COMPANY E CONCLUSÃO
Rastros de Ódio, citado pelo outrora crítico da revista Time, Jay Cocks, como o “mais admirável filme já produzido na América”, conquistou o prêmio de “Melhor Western da década de 1946 a 1956”, que foi atribuído pela Western Historical Society, entidade responsável por preservar a cultura do Oeste norte-americano. Como não poderia deixar de ser, velhos colaboradores de Ford participam do espetáculo, como Ward Bond (1903-1960), Harry Carey Jr. (1921-2012), Ken Curtis (1916-1991), Hank Worden (1901-1992), Dorothy Jordan (1906-1988) e Antonio Moreno (1887-1967) — a chamada Ford’s Stock Company – também considerada “a velha trupe de Ford” visto que grande parte destes artistas estão como colaboradores desde os primeiros trabalhos do diretor. O elenco conta ainda com Vera Miles (no papel de Laurie Jorgensen, a namorada de Martin) e Henry Brandon (1912-1990), notável vilão do cinema que desempenha um dos mais famigerados “peles-vermelhas” dos faroestes, o Chefe Cicatriz (Scar). É importante apontar que o script foi redigido por Frank S. Nugent (1909–1966), outrora crítico do New York Times. Nugent escreveu o roteiro em plena viagem de férias em alto-mar no veleiro de John Ford, a partir do romance de Alan Le May (1899–1964), publicado em 1954. O roteirista foi um dos grandes responsáveis pela permanência desta obra, que figura como uma das mais expressivas de todos os tempos e um marco do faroeste moderno, estando, seguramente, em pé de igualdade com outros trabalhos do cineasta Ford, como No Tempo das Diligências, Paixão dos Fortes e O Homem que Matou o Facínora — criações máximas da extensa e significativa filmografia fordiana.

Em Rastros de Ódio, Ford ainda prestou um tributo ao ator Harry Carey, que se destacou no cinema mudo e fez alguns filmes para o diretor. Além de escalar a viúva (Olive Carey) e o filho (Harry Carey Jr.) do ator falecido em 1947 para integrar o cast, Ford ainda filma John Wayne (que teve em Harry Carey seu grande ídolo de infância e referência artística) fazendo a pose característica de Carey, na última cena de The Searchers, quando Ethan e Martin conseguem resgatar Debbie e voltam ao rancho dos Jorgensen. A jovem, já acolhida por essa família, faz com que o outrora confederado perceba a sensação de dever cumprido. Da mesma maneira que havia chegado ao rancho de sua família cinco anos atrás, Ethan parte sem destino – segurando com a mão esquerda o cotovelo do braço direito, gesto típico de Carey em seus antigos filmes. Em seguida, Ethan vira as costas para o passado e para a plateia, ao tomar um rumo indiferente, solitário e desconhecido, ou “sabe-se lá Deus”… para onde.
FICHA TÉCNICA
Rastros de Ódio (The Searchers)
– Título Original: The Searchers
– Ano: 1956
– País: Estados Unidos
– Duração: 119 minutos
– Cor: Technicolor
– Gênero: Western
Equipe Técnica:
– Direção: John Ford
– Roteiro: Frank S. Nugent, baseado no romance homônimo de Alan Le May
– Produção: Merian C. Cooper e Patrick Ford (produtor associado) para Warner Bros.
– Fotografia: Winton C. Hoch em cores, formato VistaVision Technicolor
– Trilha Sonora: Max Steiner (com vocais de Stan Jones e The Sons of the Pioneers)
– Produção e Distribuição: Warner Bros.
ELENCO:
– John Wayne como Ethan Edwards
– Jeffrey Hunter como Martin Pawley
– Vera Miles como Laurie Jorgensen
– Ward Bond como Rev. Cap. Samuel Johnson Clayton
– Natalie Wood como Debbie Edwards (crescida)
– John Qualen como Lars Jorgensen
– Olive Carey como Sra. Jorgensen
– Henry Brandon como Chefe Cicatriz (Scar)
– Ken Curtis como Charlie McCorry
– Hank Worden como Velho Moses
– Harry Carey Jr. como Brad Jorgensen
– Dorothy Jordan como Martha Edwards
– Walter Coy como Aaron Edwards
– Pippa Scott como Lucy Edwards
– Robert Lyon como Ben Edwards
– Lana Wood como Debbie Edwards (criança)
– Peter Mamakos como Jerry Futterman
– William Steele como Nesby
– Patrick Wayne como Tenente Greenhill
– Beulah Archuletta como Look, a índia
Pesquisa e produção de Paulo Telles
