LETRAS & CENAS |  O CÓDIGO DA VINCI : 20 ANOS

Adilson Santos

Desde sua publicação em março de 2003, chegando ao Brasil no ano seguinte pela editora Sextante, O Código Da Vinci (The Da Vinci Code) foi cercado de polêmicas que acabaram por ajudar o livro a se tornar um best-seller. A movimentada aventura vivida pelo simbiologista Robert Langdon o leva a desvendar o lendário Santo Graal, remontando sociedades secretas misteriosas como o Priorado de Sião e os Cavaleiros Templários. A natrativa de Dan Brown é essencialmente cinematográfica a medida que Langdon foge de perseguidores ligados a uma facção sombria do Vaticano, interessado em guardar um segredo milenar ligado a descendência de Jesus Cristo. O livro, escrito por Dan Brown, na verdade era o segundo protagonizado por Robert Langdon seguindo os eventos de Anjos & Demônios (Angels & Demons) em 2000.  Como não havia certeza de que o filme seria um sucesso, nem de que outras adaptações dos romances de Dan Brown viriam a seguir, este filme foi produzido como uma obra independente, e não como o início de uma franquia. Todas as referências ao fato de que Robert Langdon já havia resolvido outro enigma de assassinato (Anjos e Demônios) foram, portanto, propositalmente omitidas do roteiro. Quando o filme se tornou um enorme sucesso de bilheteria, a adaptação de Anjos e Demônios (2009) foi iniciada logo após o lançamento (mas reescrita como uma sequência, e não como uma prequela). No terceiro filme da série, Inferno (2016), Langdon sobrevive a uma explosão. Uma das coisas que ele perde e depois recebe de volta é um relógio usado pelo personagem em Código da Vinci. Infelizmente este é o único filme da trilogia de Robert Langdon a manter o final do romance original praticamente inalterado (exceto por pequenos detalhes). Os dois filmes seguintes (Anjos & Demônios e Inferno) se afastam consideravelmente dos finais de seus respectivos livros, seja para remover elementos polêmicos, seja para apresentar um clímax mais otimista em comparação com a obra original. Embora a obra de Dan Brown voltasse a ser revisitada em outras adaptações, a trilogia estrelada por Tom Hanks permanece como uma ótima transposição da literatura contemporânea para as telas.

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