Adilson Santos

Um dos maiores eventos culturais do país, o Santos Film Fest chega a sua 12° edição com nove dias de programação voltados à paixão pela sétima arte. É o início de nove dias de programação, mas também a chegada de um trabalho construído ao longo de 12 meses, pensado e preparado com muito carinho, dedicação e, acima de tudo, amor pelo cinema. O primeiro dia do festival teve tapete vermelho, homenagens, Estrela da Calçada da Fama, estreia de documentário e pré-estreia nacional de O Sorveteiro; programação gratuita segue até 26 de agosto em 16 locais de Santos A abertura do 12º Santos Film Fest – Festival de Cinema de Santos reuniu mais de 700 pessoas em duas sessões realizadas nesta terça-feira (18), no Cine Roxy. A noite marcou o início de uma maratona cinematográfica que segue até 26 de agosto, ocupando 16 espaços da cidade e reunindo mais de 120 filmes, além de bate-papos, homenagens, shows, atividades formativas e ações especiais. A programação começou por volta das 18h30, com tapete vermelho e a presença de artistas, realizadores, representantes do movimento cultural, estudantes de Cinema, Arquitetura e Jornalismo e público em geral. Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a entrega da Estrela da Calçada da Fama do Cine Roxy a Renato Di Renzo, artista plástico, cenógrafo, professor e criador de projetos pioneiros voltados à saúde mental e à inclusão por meio da arte. Di Renzo participou, em 1989, da intervenção na antiga Casa de Saúde Anchieta, experiência que deu origem ao Projeto TAMTAM e ao Café Teatro Rolidei. A cerimônia também homenageou o secretário de Cultura de Santos, Rafael Leal, reconhecendo sua atuação e contribuição para o fortalecimento das ações culturais no município.

Na sequência, o público acompanhou a estreia de Artacho Jurado, Sinfonia de um Arquiteto, documentário dedicado à vida e à obra de João Artacho Jurado, arquiteto autodidata responsável por edifícios marcantes e por uma arquitetura caracterizada pelo uso de cores, formas e espaços de convivência. Estiveram presentes Teresa Eça, uma das roteiristas do longa, a produtora Renata Martins e o distribuidor Jair Silva. Encerrando a programação da noite, às 22h, o festival promoveu a pré-estreia nacional de O Sorveteiro (Ice Cream Man), novo terror dirigido por Eli Roth, cineasta de títulos como O Albergue, Cabana do Inferno e Feriado Sangrento. A sessão aconteceu em parceria com a Diamond Films, responsável pela distribuição do longa no Brasil. O filme tem estreia comercial prevista para 27 de agosto. Durante as duas sessões, houve distribuição gratuita de pipoca e refrigerante, além do CineZine, fanzine oficial do Santos Film Fest.

A abertura contou ainda com representantes de diferentes áreas da cultura da Baixada Santista, entre eles Gilson de Melo Barros, ator, diretor teatral, dramaturgo, artista plástico e diretor do Teatro Experimental de Pesquisas (TEP); Pedro Norato, um dos fundadores do Tescom e nome ligado à criação do Fescete – Festival de Cenas Teatrais; a contadora de histórias, educadora e escritora Camila Genaro; a atriz e madrinha do festival Ondina Clais; além de Waldemar Lopes e Roberto Lobo, da Open House Idiomas, o cineasta Delson Matos Gomes, entre outros convidados. A noite também recebeu cobertura de emissoras de televisão, entre elas Record, TV Cultura e Santa Cecília, além de produtores de conteúdo e veículos da região. A diretora do documentário, Teresa Eça, celebrou a recepção do público e destacou a diversidade presente na abertura. “É muito bonito encontrar uma sala cheia e perceber um festival que consegue reunir diferentes grupos da cultura, pessoas de várias gerações e classes sociais. Essa união em torno do cinema torna a experiência ainda mais especial”, afirmou. Para André Azenha, diretor-geral do Santos Film Fest, a noite representou um começo à altura da 12ª edição. “Começamos com chave de ouro: duas sessões lotadas, pessoas felizes, celebrando o cinema e recebendo os filmes com muito carinho. É para isso que fazemos o festival: para aproximar o público do cinema e transformar cada sessão em um encontro”, destacou. Paula Azenha, também à frente do festival, convidou o público a acompanhar os próximos dias. “Essa foi só a primeira noite. Temos uma programação extensa, gratuita e espalhada por diferentes pontos de Santos até o dia 26. O convite está feito para que as pessoas ocupem esses espaços, descubram novos filmes e vivam o festival junto com a gente”, completou.
Programação continua nesta quarta-feira
Já nesta quarta-feira (19), o festival segue com atividades gratuitas. Às 11h, na Universidade Católica de Santos (UniSantos), acontece um bate-papo sobre Artacho Jurado, Sinfonia de um Arquiteto, reunindo integrantes da equipe do filme. Após a conversa haverá coffee break. Ainda há lugares disponíveis para a atividade. Às 15h, também na UniSantos, acontece o aguardado encontro com a empresária Mônica Spada e Sousa, que inspirou a criação da Mônica, personagem de Mauricio de Sousa. As vagas para o bate-papo estão esgotadas. Nesta quarta também começam as exibições na Cinemateca de Santos, que recebe a Mostra Humanidades, com sessões às 17h30 e 20h. Toda a programação do 12º Santos Film Fest é gratuita, sujeita à capacidade dos espaços. Sabemos que nunca será possível fazer tudo de maneira perfeita. E uma das camisetas desta edição traduz justamente esse espírito ao recuperar uma das frases mais célebres de Quanto Mais Quente Melhor, considerada uma das maiores comédias da história do cinema: “Ninguém é perfeito.” Preparem-se pois durante os próximos dias, Santos será novamente uma cidade de cinema.
