CLÁSSICO NACIONAL | DEDÉ MAMATA

Adilson Santos

Dedé Mamata (1988) foi o grande injustiçado do 54 ° Festival de Gramado, tendo sido ofuscado por A Dama do Cine Shanghai e Feliz Ano VelhoO filme de estreia de Rodolfo Brandão levou ainda três prêmios: ator e atriz coadjuvantes (respectivamente Marcos Palmeira e Iara Jamra) e “melhor argumento”, a Vinicius Vianna, autor do livro em que se baseia o filme. O personagem-título,  vivido por Guilherme Fontes, é um cara fraco, sempre levado por pessoas e circunstâncias. Garotão de cabelos compridos como tantos outros em 1974, Dedé acaba se tornando militante do Partido Comunista por inércia, muito mais que por convicção. Sua família, a essa altura, se resume ao velho avô (Paulo Porto), imobilizado e praticamente mudo. Envolvido meio que involuntariamente na ideologia partidária,  Dedé divide seu tempo com o amigo Alpino (Marcos Palmeira), garotão descolado, desligado das coisas da política, que leva o protagonista a experimentar outros caminhos incluindo as drogas. Malu Mader interpreta Lena, garota linda-moderna-inteligente por quem ele se apaixona, mas com quem desenvolve muita dificuldade para se relacionar. A entrada do traficante Cumpade (Luiz Fernando Guimarães) transforma Dedé por um lado co. Auto confiança mas por outro aprofundando os caminhos tortuosos de suas escolhas. Infelizmente, o filme nao está disponível em nenhuma plataforma de streaming deixando o público impossibilitado de conhecer o filme.

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