FELIZ ANIVERSÁRIO | TONY RAMOS

Adilson Santos

Oito anos depois da promulgação do AI5, auge da ditadura militar Tony Ramos protagonizou uma cena importante na TV brasileira, quando  seu personagem Márcio Hayala da novela O Astro,  tira todas as roupas na frente do pai, Salomão Hayalla, e de outros familiares em um ato de revolta e rejeição aos negócios e valores materialistas de sua família. Depois vieram Pai Heroi (1979), Baila Comigo (1981), nos quais interpretou os gêmeos João Victor e Quinzinho, Sol de Verão (1983) no qual fez um surdo-mudo, e muitos outros papéis demonstrando uma versatilidade e talento admiráveis. Antônio de Cordeiro Ramos nasceu em Arapongas (Paraná) no dia 25 de agosto de 1948. Estreou na televisão na década de 1960, na TV Tupi, foi para a TV Globo em 1977 consolidando uma das carreiras mais respeitáveis na TV e no cinema e chegando hoje aos 78 anos. Vamos aproveitar a data e passar por cinco de seus grandes momentos na telinha e na telona.

#1. Grande Sertão Veredas (1985). Baseada no clássico homônimo do escritor Guimarães Rosa, a história se passa nas primeiras décadas do séc. XX e acompanha a narrativa de Riobaldo (Tony Ramos) que, por meio de suas andanças, personifica a aspereza sertaneja e se transforma em uma espécie de intérprete do sertão. Ele narra as heroicas lutas dos bandos de jagunços, repletas de tramas com vinganças, amores e mortes.

#2. Se Eu Fosse Você (2006). Claudio (Tony Ramos) é um publicitário de sucesso casado com Helena (Glória Pires), uma professora de música. Após uma discussão acalorada, um fenômeno inexplicável faz com que eles troquem de corpo. Claudio precisa aprender a se comportar como mulher enquanto lida com as exigências da rotina da esposa, gerando situações cômicas e reflexões sobre empatia no casamento. O filme ganhou duas sequências, sendo que o terceiro filme chega em breve às telas.

#3. Getúlio (2014). Drama histórico que narra os últimos 19 dias de vida do presidente Getúlio Vargas (Tony Ramos). O filme acompanha a crise política após o atentado da Rua Tonelero contra Carlos Lacerda e a intimidade do Palácio do Catete, mostrando a pressão psicológica e as articulações que levaram o presidente ao suicídio em 1954.

#4. Quase Memória (2015) Baseado na obra de Carlos Heitor Cony, o longa acompanha o jornalista Carlos em duas fases da vida. Tony Ramos interpreta o protagonista na maturidade, relembrando com nostalgia e afeto as memórias de sua juventude e a marcante relação com seu pai, Ernesto, um jornalista idealista e excêntrico.

#5. 45 do Segundo Tempo (2022) Pedro (Tony Ramos) é um palmeirense roxo e dono de uma tradicional cantina que decide reencontrar dois amigos de infância para recriar uma foto tirada na inauguração do estádio do Palmeiras em 1974. Esse reencontro transforma-se em uma jornada sobre amizade, envelhecimento, escolhas de vida e redescoberta da felicidade.

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