CRÍTICA | A HIPOTESE DO AMOR ⭐⭐

Adilson Santos

Algumas histórias são leve entretenimento, capazes de nos trazer o escapismo misto de romance e comédia que a vida nos nega. Assim é A Hipótese do Amor (The Love Hypothesis), dirigido por Claire Scanlon e adaptado do livro homônimo de Ali Hazzelwood. Para convencer Anh (Rachel Marsh), sua melhor amiga de que superou um antigo ex e dar sinal verde para ela sair com ele, a doutoranda Olive Smith (Lily Reinhart) precisa fingir que está em um novo relacionamento. Pressionada a provar que não é mentira, Olive beija o primeiro homem que vê no corredor, Adam Carlsen (Tom Bateman) , um jovem professor brilhante, porém temido e odiado pelos alunos, que o chamam de Doutor Hostil. Para a surpresa de Olive, o professor aceita entrar no acordo do namoro falso, pois a farsa também traz vantagens profissionais para ele na universidade. O convívio diário transforma o acordo de mentira em uma atração real, e abre oportunidade para que Olive apresente sua tese que abre caminho para o diagnóstico de Câncer no Pâncreas. O que se segue é a habitual estrutura de uma comédia de erros onde os protagonistas são levados por caminhos que nao dominam, mas que criam laços antes inexistentes entre si. Claro que como toda adaptação literária, existem as usuais diferenças entre livro e filme, mas nada que descaracterize o resultado. Anh no livro é vietnamita e no filme é filipina, Malcolm (Jaboukie Young-White) perde na adaptação seu arco mais importante e algumas situações menores são modificadas como a forma como Olive reage depois de assediada. A essência, no entanto, está lá e dá a sensação de estar assistindo às melhores comédias românticas do estilo Enquanto Você Dormia (1995) ou O Casamento do Meu Melhor Amigo (1998). Os clichês estão lá, mas não atrapalham ver o filme como uma diversão agradável ou um prazer culposo de assistir uma história com final feliz que a vida real sempre nos nega, mas que ao menos na diversão ocupa nossos sonhos de olhos despertos.

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