FILME A FILME | UM TIO QUASE PERFEITO 1 & 2

Adilson Santos

A franquia de comédia brasileira Um Tio Quase Perfeito conquistou o público ao misturar o humor carismático do ator Marcus Majella com situações hilárias de convivência familiar e o desafio de cuidar de crianças.

Um Tio Quase Perfeito (2017).  Lançado nos cinemas em 2017, o primeiro longa-metragem tem direção de Pedro Antonio e conta no elenco principal com Marcus Majella (Tony), Ana Lucia Torre (Dona Cecilia), Letícia Isnard (Angela), além das crianças Jullia Svacinna (Patricia), Sofia Matera (Alice) e João Barreto (Lúcio). No história, Tony é um malandro trambiqueiro que vive de aplicar pequenos golpes ao lado de sua mãe, Dona Cecilia. A rotina da dupla muda drasticamente quando são despejados e precisam pedir abrigo para a irmã de Tony, Angela. Executiva atarefada e mãe de três filhos, Angela aceita acolhê-los temporariamente, mas precisa viajar a trabalho e acaba deixando as crianças sob os cuidados do irresponsável tio. Para sobreviver ao caos da rotina infantil, Tony é forçado a se reinventar, transformando a convivência em uma grande oportunidade de amadurecimento e afeto genuíno. O diretor Pedro Antonio — que vinha do sucesso em programas de comédia na TV fechada — faz bem a transição para o cinema familiar e sabe como explorar  a excelente química entre Marcus Majella e o elenco mirim. Majella. 

Um Tio Quase Perfeito 2 (2021. )A sequência chegou às telonas em 2021, mantendo o diretor Pedro Antonio no comando e reunindo novamente o elenco central  trazendo ainda a adição de peso de Danton Mello (Betinho). Na trama, Tony já se estabeleceu como o tio favorito da família e agora ganha a vida promovendo festas infantis. O equilíbrio perfeito é ameaçado quando sua irmã Angela anuncia o noivado com Betinho, um homem financeiramente bem-sucedido que logo conquista o carinho dos sobrinhos. Sentindo seu posto de “tio preferido” ameaçado pelo rival, Tony entra em uma divertida rivalidade para provar seu valor, gerando confusões ainda maiores ao tentar desmascarar o futuro cunhado. O filme encarou grandes desafios de produção por ser um dos primeiros lançamentos do cinema brasileiro durante a retomada das salas na pandemia de COVID-19, precisando adaptar datas de estreia e gravações aos protocolos de segurança. Outro aspecto interessante do segundo longa foi o amadurecimento visível do elenco infantil; entre o primeiro e o segundo filme, as crianças já haviam crescido significativamente, o que levou os roteiristas a ajustarem a dinâmica da história para acompanhar os conflitos pré-adolescentes e adolescentes dos personagens.

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