Adilson Santos

Em 20 de outubro de 1986, as rádios mundiais fizeram ecoar os acordes de Don’t Get Me Wrong, carro chefe do álbum Get Close, o 4º da banda inglesa The Pretenders. Formada em março de 1978 originalmente com Chrissie Hynde (vocal e guitarra), James Honeyman Scott (guitarra, teclado e back vocals), Peter Farndon (baixo e back vocals) e Martin Chambers (bateria), a banda estava em um momento de transição devido às mudanças em sua formação. Este seria o último álbum dos Pretenders com o baterista Martin Chambers que foi desligado da banda por Chrissie Hynde. Na época o músico estava tendo dificuldade de entrosamento e concentração devido às mortes de Farndon e Scott. Ao lado de Chrissie Hynde, Robbie McIntosh na guitarra, T.M. Stevens no baixo (participou de cerca de metade das faixas) e Blair Cunningham na bateria em cerca de metade das faixas. Escrita por Chrissie Hynde, a canção Don’t Get Me Wrong descreve as complexidades do amor a partir de uma perspectiva feminina — ela é inconstante, mas maravilhosa, e quer que seu amante saiba que ele não deve se abalar muito, pois ela pode mudar rapidamente. Hynde inclui muitas referências ao clima na letra, sugerindo que seu humor reage de maneira semelhante. O videoclipe é baseado na série de espionagem The Avengers (Nenhuma relação com os heróis da Marvel), que foi ao ar na Grã-Bretanha nos anos 60 e serviu de inspiração para os filmes da série Austin Powers. A maior parte do vídeo é composta por cenas originais da série, estrelada por Patrick Macnee e Diana Rigg, intercaladas com imagens de Chrissie Hynde no papel da personagem de Rigg. Lançado nos Reino Unido pela Sire Records Get Close chegou ao Brasil pela WEA (Warner Music) no ano seguinte. O álbum ainda implacou os hits My Baby e a belíssima Hymm to Her. Esta fala sobre uma mulher que segue em frente apesar da dor, com persistência. Coisas ruins acontecem, mas ela permanece forte. O título, que não aparece na letra, é um jogo de palavras com a expressão “him to her”. A música é como um hino no sentido de que é uma forma de louvor, mas, ao contrário de um hino tradicional que louva a Deus, é dedicada a essa mulher, que, na verdade, pode representar todas as mulheres em geral. Em resumo um trabalho muito bom da banda, que marcou as paradas de sucesso.