OS 20 ANOS DE O DIABO VESTE PRADA

Andre Azenha

irigido por David Frankel — o mesmo responsável pela icônica série Sex and the City — O Diabo Veste Prada adapta o best-seller de Lauren Weisberger e se tornou um fenômeno mundial. A autora escreveu a obra inspirada no período em que trabalhou como assistente de Anna Wintour, a influente editora-chefe da Vogue norte-americana, experiência que deu origem ao olhar ácido e satírico sobre os bastidores da moda.

A trama acompanha Andrea Sachs, interpretada por Anne Hathaway, uma jovem que sonha em trabalhar como jornalista e consegue uma vaga na influente Runway Magazine, a revista de moda mais poderosa de Nova York. Lá, ela passa a trabalhar diretamente para Miranda Priestly, papel icônico de Meryl Streep. A performance da atriz é construída em gestos mínimos, silêncios calculados e um tom de voz quase sussurrado que transmite autoridade. Uma das atuações mais sofisticadas de sua carreira, que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia ou Musical e indicação ao Oscar. A produção ainda disputou a estatueta de Melhor Figurino, perdida para Maria Antonieta.

Andrea atravessa um processo intenso de transformação pessoal e profissional. Hathaway interpreta essa mudança com humor e fragilidade. Emily Blunt entrega uma das atuações mais marcantes de sua carreira, e a modelo brasileira Gisele Bündchen conecta o filme ao universo real da moda.

Orçado em 35 milhões de dólares, o filme faturou mais de 326 milhões, redefiniu a forma como o audiovisual retrata o mercado fashion e influenciou produções posteriores — Supergirl, estrelada por Melissa Benoist, e Um Senhor Estagiário, com Hathaway vivendo a executiva poderosa e o estagiário sendo ninguém menos que Robert De Niro.

Após vinte anos de expectativas, a continuação está perto da estreia.

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