NA TELINHA | O TESTAMENTO DE ANN LEE

Adilson Santos

No Brasil alguns filmes parecem nao chamar tanto a atenção, talvez por sua temática nao despertar o gosto popular. No caso de O Testamento de Ann Lee, sua história fala de uma seita religiosa liderada por uma mulher que renúncia sua própria natureza para liderar um grupo que fez do celibato, do pacifismo e da busca por perfeição as bases da crença Shaker. A própria Ann Lee (1736-1784), papel de Amanda Seyfried, era chamada pelos fiéis de versão feminina de Cristo, o que gerou intolerância em meio ao período da guerra de independência americana. Amanda Seyfried sustenta o filme com seu talento e ainda solta a voz já que o filme de Mona Fastvold, roteirizado pela própria junto de Brad Cobert (O Brutalista) faz uso da música para representar a visão de Ann Lee e seus seguidores. Os móveis Shaker, que aparecem com destaque no filme, são conhecidos por seu design funcional e influenciaram movimentos posteriores, como a Bauhaus e o design moderno de meados do século. O filme foi aplaudido no 82° Festival de Veneza mas passou ignorado no circuito nacional. Daí, uma chance para assistir agora que o musical chega a partir de hoje na Disney+.

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