Adilson Santos

Na década de 1920, a capital francesa se tornou o centro da vanguarda artística, e os cabarés reuniam o grande público em busca de glamour contrastando com os anos da depressão americana. O cineasta Blake Edwards (1922-2010) levou sua então esposa Julie Andrews ao centro desse mundo de contrastes no papel de Victoria Grant, soprano desempregada que se torna um sucesso na noite parisiense se transvestindo como o polonês Victor Grazinski, mas tudo se complica quando ela se apaixona pelo gangster King Marchard (James Garner). A história de Victor ou Victoria, lançado em 1983, ganhou uma montagem teatral, a segunda no país, sendo a primeira com Marilia Pera e adaptada por Claudio Botelho em 2001. Este traz de volta o espetáculo, com aprovação da própria Julie Andrews, e que estreou na última quinta (04/06) no Teatro Claro Mais, em Copacabana. O espetáculo traz Alessandra Verney no papel vivido pela diva Julie Andrews, Miguel Fallabella como o cantor gay Toddy (Robert Preston no filme) e Junno Andrade no papel de James Garner. O texto equilibra bem comédia e romance com o clima dos musicais da era de ouro, e Miguel Falabella no palco sabe como conduzir a história formando com Verney e Junno um trio de ouro. Teatro Claro Mais Copacabana, Quinta & Sexta às 20h, sábado às 16h e 20h e domingo às 15h e 19h. Até 28 de junho.
AGENDA TEATRO
BAIXA SOCIEDADE. Escrita por Juca de Oliveira (1935-2026), a peça traz Luiz Fernando Guimarães no papel de um homem que submete sua família a mentiras e planos improváveis para conquistar a fama. Dirigido por Pedro Neschling, o elenco reúne Isabella Santoni, Paulo Mathias Jr. e Bruna Trindade. Teatro Clara Nunes, Shopping da Gávea. Sexta e sábado, às 20h. Domingo, às 19h. De R$ 140 a R$ 160. A partir de 14 anos. Até 26 de julho. Estreia hoje(05/06). . SEIS ATORES À PROCURA DE MACHADO. A partir da obra de Machado de Assis, a peça da CIA. A Poiesis de Teatro mistura humor, crítica social e referências literárias em uma reflexão sobre o trabalho teatral no Brasil hoje. Direção de Raiff Magno. Teatro Poeirinha, Botafogo. Ter e qua, às 20h. A partir de 12 anos. Encenado até 24 de junho a partir de terça-feira (05/05)
O DEUS DA CARNIFICINA. Uma comédia ácida da autora francesa Yasmina Reza que retrata dois casais tentando resolver civilizadamente uma briga entre seus filhos, mas que degringola para um embate de imaturidade e egoísmo. A peça expõe a fragilidade das convenções sociais através de diálogos afiados e situações cômicas e tensas. No palco Ângelo Paes Leme, Karine Teles, Thelmo Fernandes e Anna Sophia Folch.Teatro Total Energies , rua do Russel, 804, Glória de quinta a sábado, 20h; domingo, 17h. Encenado até 07 de junho.
SURDA. Sob a direção de Debora Lamm, a diretora e produtora Benedita Casé estreia no teatro com o monólogo Surda, que estará em cartaz no Teatro Poleirinha a partir de sábado (9/5). Julia Spadaccini, a autora do texto, foi a roteirista do filme Qualqier Gato Vira Lata (2011) e Loucas Para Casar (2015l fez um trabalho auto-biografico sendo ela própria surda oralizada como também a atriz Benedita Casé que leva para os palcos uma mulher que passa a conviver com uma perda auditiva progressiva e precisa aprender a enfrentar um mundo que de conflitos causados pela sobreposição dos sons externos aos ruídos que só ela ouve. Teatro Poleirinha, Botafogo. Qui a sáb, às 20h. Dom, às 19h. R R 100. Para todos os públicos. Até 28 de junho.