Adilson Santos
A cultura pop se rendeu aos mortos-vivos. Seja nas HQs, na TV (The Walking Dead) ou nos cinemas, várias produções exploram o filão de filmes de zumbis e um dos melhores é Guerra Mundial Z (2013), baseado no romance de Max Brooks (filho do comediante Mel Brooks). O filme traz Brad Pitt como um ex investigador da ONU na luta para erradicar uma infestação de mortos vivos que prolifera pelo mundo.

Brad Pitt enfrenta os zumbis
O gênero não é nenhuma novidade, e em 1932 o icônico Bela Lugosi aparecia em Zumbi Branco (White Zombie) como um bruxo que usa poções para despertar os mortos no Haiti e que gerou, inclusive a continuação Revolta dos Zumbis (Revolt of the Zombies), em 1936, sem Lugosi no elenco. Os filmes com zumbis, no entanto, só viriam a se popularizar mesmo a partir de 1968 com A Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead) de George Romero, onde curiosamente a palavra zumbi nem sequer é dita em nenhum momento do filme. Rodado com baixo orçamento (custou pouco mais de $100.000), em preto e branco,e mostrando personagens tomados pelo desespero, sem qualquer explicação aparente, movidos pelo medo e pelo instinto de sobrevivência. Romero fez seus mortos-vivos ameaçadores apesar do passo lento e sem contar com qualquer efeito sofisticado, resultando em um marco do horror cinematográfico. Romero voltou a esse universo apavorante estendendo o perigo para um raio de ação global em mais 5 continuações e foi inspiração para o icônico clip Thriller de Michael Jackson em 1983.

Os mortos vivos de Romero
Voltando ao filme de Brad Pitt, para trazer realismo às cenas apocalípticas, a equipe de produção recrutou até 700 figurantes de uma só vez para serem caracterizados como zumbis. Estes tiveram os movimentos e ataques frenéticos dos infectados coreografados com base em comportamentos da natureza, como o fluxo de ondas e a forma que formigas escalam obstáculos ou cachorros atacam. O filme foi um sucesso apesar do clima de tensão nos bastidores entre o astro Brad Pitt e o diretor Marc Forster. Uma sequência sempre foi planejada mas nunca realizada, o que seria talvez interessante.