CRÍTICA | CARA-DE-BARRO

André Azenha

Exemplo de como uma crítica e plateia concordam. O personagem surgiu na década passada, e  ganhou uma das versões mais trágicas na sensacional Batman: A Série Animada nos anos 90. Tom Rhys Harries interpreta Matt Hagen um ator em ascensão, desfigurado por criminosos, que vê sua vida desmoronar ao tentar recuperar sua aparência, cruzando a linha tênue entre vítima e vingador. O resultado é um filme de terror corporal com cenas grotescas que lembra A Mosca (1986) de David Cronenberg e histórias de vingança como O Corvo (1994). Naomi Ackie, que estrelou a cinebiografia de Whitney Houston, está excelente no papel de médica que representa uma possibilidade de cura e amor. Apesar das referências a Gotham City, etc., o filme funciona sozinho, sem depender do Batman, e discordo totalmente de James Gunn, que respondeu  a um fã pelo threads sobre ninguém pedir por um filme. Cinema não pode nem deve existir apenas para satisfazer os fãs; o filme precisa de liberdade, autonomia, coragem e, cara, Cata-de-Barro tem tudo isso. Uma história trágica de amor, horror e vingança. Uma grata surpresa, o melhor do Novo Universo DC até agora, ao lado da série Comando das Criaturas.

Deixe um comentário